08 de julho de 2026
Geral

Emdurb pesquisa a viabilidade de câmera para segurança e trânsito

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 2 min

A Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) pediu informações a cidades que já instalaram câmeras de vídeo para monitorar a segurança para ter subsídios na análise do projeto da Polícia Militar de Bauru, que quer instalar câmeras na avenida Getúlio Vargas. A proposta da PM, que espera ajuda financeira do Município para implantar o projeto, é que as câmeras sejam usadas, ao mesmo tempo, para monitorar a segurança e o trânsito.

Após a análise técnica, para saber se é possível usar as mesmas câmeras para a segurança e para o trânsito, será analisada a legalidade do projeto, de acordo com o presidente da Emdurb, Joaquim Madureira. Só então, segundo ele, a Emdurb vai analisar o projeto do ponto de vista financeiro, ou seja, se o Município vai ou não contribuir com recursos para a implantação das câmeras.

O projeto de instalação de câmeras de vídeo na Getúlio vargas - uma das mais movimentadas de Bauru - especialmente no período noturno - foi apresentado pelo comandante da 1.ª Cia da PM, capitão Benedito Roberto Meira, em dezembro do ano passado. Depois disso, o projeto foi submetido a análise do Conselho Comunitário de Segurança (Conseg), que o aprovou.

A proposta é instalar oito câmeras ao longo da avenida Getúlio Vargas, entre as quadras 1 e 11. O objetivo da PM com o sistema é prevenir e reduzir a criminalidade na região, uma vez que as pessoas estariam sendo filmadas na avenida. De maneira semelhante, as câmeras poderiam ser usadas no trânsito, para inibir excesso de velocidade e outras infrações.

De acordo com a Polícia Militar, no ano passado foram registrados 238 acidentes de trânsito na Getúlio Vargas, três deles envolvendo vítimas fatais. Além disso, são constantes os furtos de veículos, a apreensão de entorpecentes e os danos a propriedades na região. A Base Comunitária Sul da PM, localizada na Praça Portugal, funcionaria como local de monitoramento do sistema de câmera.

O projeto está orçado em cerca de R$ 200 mil. Primeiro queremos saber se a câmera pode ser usada no trânsito. Depois queremos saber se temos amparo legal para o vínculo com esse projeto. Só então vamos ver o aspecto financeiro, se temos orçamento para isso, disse Madureira.

Conforme explicou o capitão Meira em matéria anteriormente publicada pelo JC, a concentração de pessoas na Getúlio Vargas dificulta a fiscalização. A própria divulgação do monitoramento já causaria um temor que modificaria o comportamento das pessoas, acredita ele.