11 de julho de 2026
Geral

A redução do preço só será observada nas bombas após o dia 6, data anunciada pelo Governo Federal para mudar os valores nas refinarias.

Redação
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O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sincopetro), Sebastião Homero Gomes, diz que, pela avaliação da entidade, a queda dos preços da gasolina repassados ao consumidor ficará em torno de 3,5% a 4%, em Bauru. O cálculo foi feito a partir do anúncio do Governo Federal, esta semana, de que o valor da gasolina nas refinarias terá uma queda de 5,4%, no próximo dia 6.

Em todo o País, o menor índice de redução que está sendo previsto é de 3,8% (em Macapá), e o maior, de 4,4% (no Rio de Janeiro e Minas Gerais). O Sindicato Nacional dos Distribuidores de Combustíveis (Sindicom) estima que a queda nos postos ficará, na média, em 3,8%, ou R$ 0,06 por litro, considerando o litro da gasolina comum a R$ 1,60.

Porém, a queda dos preços ao consumidor final poderá ser observada somente alguns dias após a data anunciada pelo governo para mudar os valores nas refinarias. Segundo Gomes, isso ocorre porque os postos irão, primeiro, terminar de vender os estoques já comprados ainda com o preço atual.

Para o presidente do Sincopetro, não serão todos os postos de combustíveis de Bauru que acompanharão essa redução porque em alguns estabelecimentos o preço da gasolina já teve uma redução média de R$ 0,05 - passando de R$ 1,63 para R$ 1,58, queda de 3,06% (gasolina comum). Já prevendo essa redução do preço da gasolina nas refinarias, que o governo vem anunciando há cerca de três meses, alguns postos da cidade já diminuíram um pouco o valor cobrado dos consumidores. Outros, estão esperando o repasse das distribuidoras, diz Gomes.

Na avaliação dele, em função disso pode ser que os postos que já diminuíram o preço da gasolina, recentemente, não mudem novamente esses valores, após o dia 6. Já os que ainda não mexeram nos preços, aderirão à queda. Porém, mesmo com a redução nas refinarias, Gomes diz que o repasse não é igual para todos os postos. Cada distribuidora repassa um preço aos donos de postos, dependendo do quanto elas irão diminuir o preço de venda da gasolina para eles. Além disso, postos que trabalham com a mesma distribuidora podem ter repasses diferentes. Tudo depende da negociação que é feita entre a distribuidora e o posto, observa o presidente do Sincopetro.

De acordo com Gomes, essas diferenças de repasse de preços, tanto aos postos quanto ao consumidor final, ocorrem pelo fato desse mercado ser livre. O mercado é livre, os preços são liberados nesse ramo. Então, é difícil fazer muitas previsões. Depende muito de quem compra e de cada distribuidora. Então, a realidade, mesmo, dessa mudança de preços só conheceremos na prática, afirma.

Recentemnete, alguns postos da cidade também diminuíram o preço cobrado do consumidor pelo álcool. Segundo Gomes, atualmente, podem ser encontrados valores desde R$ 0,86 até R$ 1,05, em média.