Hormônio utilizado em crianças com deficiência de crescimento poderia, no adulto, alterar o relógio biológico e assim levar a um estado aparentemente mais jovem
Desde tempos imemoriais, o ser humano vem buscando conquistar a juventude eterna. E mesmo com todos os avanços da medicina ainda é impossível para maioria de nós viver mais de 100 anos. Mesmo com todas as expectativas tecnológicas que envolvem a área da medicina, envelhecer é inevitável e não existem milagres que impeçam a chegada da velhice, apenas tratamentos preventivos que podem fazer com que essa fase seja, também, saudável.
Graças a pesquisas feitas nas últimas décadas viu-se que a administração correta de certos hormônios pode restaurar o equilíbrio harmônico, de forma natural e saudável. Se os hormônios não forem administrados de maneira equilibrada, se algum deles for administrado em excesso com relação aos outros, podem ocorrer efeitos colaterais. Tudo o que desempenhe papel relevante no organismo pode também ter efeito negativo, se mal usado.
Ainda não se tem certeza, mas o conhecimento de que dispomos, atualmente, leva-nos a crer que a abordagem via hormônios é o melhor caminho para intervenções tão delicadas quanto desacelerar o ritmo de nosso relógio biológico.
Sabe-se que o Hormônio do Crescimento Humano (hGH), que sempre foi utilizado em crianças com deficiência de crescimento por falta desse hormônio, poderia, no adulto, freiar o relógio biológico e assim levar a um estado de rejuvenescimento, já que na medida que envelhecemos a ação deste hormônio decresce progressivamente.
Entretanto, na prática o que se viu não foi bem o esperado. O tratamento era feito através de injeções, o custo era altíssimo, pois o hormônio era extraído da hipófise de cadáveres e mais recentemente por síntese envolvendo técnicas muito sofisticadas, e apresentava uma série de efeitos colaterais, que entre eles incluem edema, reações alérgicas, síndrome do túnel do carpo, acromegalia, diabetes e estímulo do crescimento de tumores cancerígenos.
Esses resultados negativos levaram a mais estudos que demonstraram que o hGH continua a ser produzido por toda a vida, mas a sua liberação é que vai sendo reduzida com o envelhecimento. Isto levou a busca de substâncias que estimulassem a sua liberação, e não mais a sua produção. Descobriu-se também que até os 80-90 anos de idade a hipófise ainda produz o hGH, quando o organismo começa a encerrar a sua produção. É a chamada Somatopausa.
De acordo com o médico especialista em Medicina Ortomolecular Rogério Alvarenga, o fator idade também está relacionado com outros hormônios do corpo. Entre eles há a elevação da Somatostatina, que age inibindo o hGH. Também por deficiência da Insulina no controle sangüíneo da glicose, associado principalmente a uma maior ingestão de carboidratos, ocasiona uma liberação do hormônio do crescimento, levando-se assim a conclusão que o emagrecimento também ajuda a elevar os níveis do hGH.
Basicamente, os efeitos orgânicos associados ao hGH são causados através de uma substância chamada Insulin-Like Growth Factor-1 (IGF-1), de acordo com Alvarenga.
O fígado e outros tecidos são estimulados pelo hormônio do crescimento a secretar o IGF-1, que é a substância responsável pelo aumento da massa muscular, diminuição do percentual de gordura, crescimento dos nervos e ossos, aumento do colágeno com redução das rugas da pele, aumento da energia e das funções mentais, neurológicas e sexuais.
A partir desses dados e de muitas pesquisas, cientistas conseguiram chegar a um composto que estimula a liberação do Hormônio do Crescimento. Alvarenga explicou que trata-se de um complexo de glico-aminoácidos associados a L-Dopa de origem vegetal e de reguladores vegetais de insulina e do IGF-1. A este composto foi dado o nome de Pro-hGH.
O Pro-hGH, de origem norte-americana, já disponível no mercado brasileiro em forma de comprimidos efervescentes de sabor agradável a serem tomados duas vezes ao dia com a grande vantagem de não apresentar os efeitos colaterais nem o preço do hormônio do crescimento injetável. Mas só um médico pode prescrevê-lo.
Anti-rugas para ser usado a dois
A fonte da juventude ainda não foi descoberta, mas depois de dez anos estudando o envelhecimento, um cientista acabou encontrando uma pista prazerosa. Não é nenhum pó mágico, apenas o bom e velho sexo. O neuropsicólogo David Weeks, consultor do Hospital Real de Edimburgo, na Escócia, interrogou 3.500 homens e mulheres de 18 anos a 102 anos.
Ele notou que o comportamento de toda essa gente - pelo menos no que diz respeito à aparência física - contava mais do que o fator genético. Os casais que faziam amor pelo menos três vezes por semana aparentavam ter cerca de sete anos a menos do que aqueles que viviam um romance, digamos, morno.
O pesquisador chegou à conclusão de que o sexo é uma das melhores armas contra as rugas. Mas atenção: o escocês Weeks garante que esse efeito rejuvenescedor do amor só funciona para quem tem um parceiro de cama fixo. Talvez a intimidade da convivência ajude a explicar.
Envelheça com saúde
Para todas as idades
O ideal é meia hora de exercícios por dia
Usar protetor solar
Submeter-se a exame para detectar câncer de colo de útero (mulher)
Não fumar
Beber moderadamente
Avaliar o quadro psicológico (ansiedade, depressão, estresse)
Comer fruta, verdura, fibra e pouca carne vermelha
Controlar o peso
Ter várias atividades sociais
Manter vida sexual ativa
De 20 a 40 anos
Avaliação - Antecedente familiar de obesidade, doença cardíaca, diabete e câncer
Hábitos insalubres ou vícios (álcool, cigarro e drogas)
Hipertensão
Obesidade
Nível de colesterol, triglicérides e glicemia
Orientação - Tomar vacina contra hepatite B
Submeter-se a exame ergométrico regular
Fazer mamografia a cada três anos (mulher)
Dieta de baixa caloria
De 40 a 50 anos
Avaliação - Alteração hormonal
Dores nas costas
Problemas respiratórios
Orientação - Praticar exercício de baixo impacto
Abandonar maus hábitos e vícios
Fazer reposição hormonal
Tomar vitaminas, se preciso
Manter dieta equilibrada, com pouca caloria
Fazer exame de próstata (homem), densidade dos ossos e mamografia (mulher)
- Tirar radiografia da coluna
De 50 a 60 anos
Avaliação - Antecedente familiar de infarto, artrose, osteoporose (mulher)
sintomas de doenças da terceira idade
Orientação - Tomar vacinas
Adequar a dieta, sempre com menos calorias
Fazer exames periódicos
Exercitar a memória
- Tomar suplementos alimentares de de cálcio (mulher)
A partir dos 60 anos
Avaliação - Checagem oftalmológica
Audiometria
Perfil de saúde mental
Equilíbrio motor
Qualidade de sono
Orientação - Exames com maior periodicidade de próstata e de pele, por exemplo
Vacina contra hepatite B
Caminhadas
Melhoras apresentadas em média de três meses de tratamento com o Pro-hGH
Melhora da pele
Aumento do colágeno
Crescimento de unhas e cabelos
Maior controle na regulação térmica do corpo
Aumento da função cardíaca
Aumento da massa muscular
Aumento da força física
Redução da gordura corporal total
Redução da gordura visceral e abdominal
Melhores resultados nos exercícios físicos
Ganho de massa óssea
Regularização do colesterol com aumento do HDL (bom) e redução do LDL (mau)
Regularização da função tireoidiana e pancreática
Melhora da ação da insulina sobre a glicose em pessoas obesas
Aumento da energia mental
Aumento da capacidade da interação social
Melhora da memória e capacidade de concentração
Melhora dos sintomas depressivos e de instabilidade emocional
Melhora na ereção peniana
Aumento da libido, com melhora acentuada na vida sexual
Estes resultados foram melhor observados após avaliações feitas a partir do terceiro mês de uso do Pro-hGH.
Essas melhoras variam de 25% a 75% sobre o quadro clínico de antes do tratamento. Em pacientes avaliados após um ano de tratamento, os resultados chegaram a 162% de melhora em relação ao início.
Tanto para a mulher como para o homem, a avaliação médica e especialmente a Terapia Ortomolecular tem quer ser individualizada e só deve ser prescrita por médico especialista. Para se ter uma base do que se vai indicar para um paciente é necessário fazer uma minuciosa anamnese clínica, avaliar o estado psico-emocional do paciente e um fazer um estudo pormenorizado de exames laboratoriais inclusive Ortomoleculares, como o Teste do Cabelo (Mineralograma), o Exame da Alimentação (Nutrigrama) e outros através de sangue, urina e fezes.