O prefeito Nilson Costa (PPS) negou ontem, em entrevista por telefone, que tenha recebido qualquer documento ou alerta, por parte do Sindicato dos Servidores Municipais (Sinserm), a respeito da precariedade da cozinha da Prefeitura. Não tenho lembrança, garantiu.
De acordo com a sindicalista Sônia Carvalho, em matéria publicada pelo JC, na última sexta-feira, o primeiro alerta sobre o assunto foi feito há dois anos e encaminhado a Antonio Gérson de Araújo, então secretário municipal da Administração. O documento foi embasado em laudo emitido pelo Corpo de Bombeiros, que atestava ausência de condições de funcionamento da cozinha.
Na opinião de Nilson Costa, o posicionamento da sindicalista indica que o Sinserm está contra o interesse e o bem-estar do servidor municipal.
A palavra do sindicato é uma palavra, para nós, que não tem validade. O sindicato é sempre contra a Administração, contra tudo. O sindicato faz denúncias todos os dias, de todos os ângulos da Administração, acusa o prefeito.
Nilson Costa sustenta que a Prefeitura somente se deu conta da situação precária da cozinha a partir do laudo realizado pelas cozinheira e nutricionista da Prefeitura, em fevereiro deste ano, e depois confirmado por levantamento realizado pela Universidade Estadual Paulista (Unesp).
A partir daí, segundo o prefeito, é que a Secretaria da Administração teria iniciado estudos em relação ao problema da refeição fornecida aos servidores, embasando, posteriormente, sua decisão em decretar emergência de necessidade.
E como isso coloca em risco a saúde dos servidores, há um processo em que nós procuramos determinar uma providência para interromper as atividades dessa cozinha e há uma comissão, ao que estou informado pela Secretaria da Administração, formada por funcionários de carreira, para examinar qual a melhor solução para este problema: a licitação para terceirizar definitivamente a alimentação ou se a Prefeitura deve construir o seu refeitório, afirmou.