O problema da cozinha do Caic não era novo para a administração Nilson Costa (PPS). A Secretaria de Administração, então dirigida pelo economista Antônio Gérson Araújo, foi alertada pela Vigilância Sanitária sobre as más condições do local. A informação foi confirmada pela secretária municipal de Saúde, Eliane Fetter Telles Nunes.
A primeira vistoria teria sido feita, a pedido de Araújo, há dois anos, quando foram apontados uma série de problemas. De acordo com ex-secretário, quando recebeu o laudo da Vigilância, o Departamento de Materiais (Dame) resolveu parte dos problemas. Segundo ele, o primeiro laudo não era taxativo sobre a necessidade de fechar. A solicitação de acertos teria sido passada para Secretaria de Obras, que achava que a gente tinha idéia de terceirizar. Além disso, afirmou que não havia disponibilidade de dinheiro na Prefeitura e o que era emergencial foi resolvido. Ele disse que o prefeito não foi informado do problema, na época.
No ano passado, uma nova vistoria teria sido feita e constatado problemas de estrutura física e de conservação dos alimentos. A Secretaria da Administração teria sido comunicada novamente.
De acordo com a secretária da Saúde, chegou num ponto que não caberia reforma na cozinha do Caic, pois seria mais barato fazer uma nova do que adaptar a estrutura, que não era adequada. O relatório dizia que a solução para cumprir todas as normas e não colocar em risco os funcionários que estavam trabalhando era fazer outra cozinha, pois dentro do espaço físico existente não havia mais o que fazer.