09 de julho de 2026
Geral

Prefeito já planeja construir cozinha nova no almoxarifado do Jd. Redentor

Redação
| Tempo de leitura: 3 min

O Departamento de Água e Esgoto (DAE) vai ficar, por enquanto, responsável pelas refeições dos servidores públicos municipais até que a Prefeitura disponibilize um local para esse serviço. Há um projeto para a construção de uma cozinha e um refeitório no almoxarifado da Prefeitura Municipal, localizado no Jardim Redentor. De acordo com a secretária do Planejamento, Maria Helena Rigitano, essa construção deve levar seis ou oito meses para ficar pronta. Eles afirmaram que há duas possibilidades: a construção por parte da Prefeitura, que ainda será avaliada com o secretário de Obras, Edmilson Queiroz Dias, ou a realização de uma licitação para se contratar uma empresa que faça a obra.

O presidente do Departamento de Água e Esgoto (DAE), Dudu Ranieri, disse ao secretário da Administração Municipal, Flávio Uchoa, durante reunião realizada ontem à tarde, que a autarquia tem condições de produzir 500 marmitex para os servidores municipais até que a nova cozinha industrial da Prefeitura esteja pronta. Uchoa levou a proposta ao prefeito Nilson Costa (PPS), mas, segundo a Assessoria de Imprensa do Palácio das Cerejeiras, esta semana as 1.250 refeições destinadas aos servidores serão compradas no comércio. Porém, onde e como serão adquiridas, não foi informado pela Assessoria.

Hoje será feita uma nova reunião para avaliar a proposta do DAE e para decidir, até amanhã, de onde virão os outros 750 marmitex, caso a sugestão de Dudu Ranieri seja aceita. A construção da nova cozinha da Prefeitura deve levar, no máximo, seis meses.

Em contato com o Jornal da Cidade, Ranieri disse que a cozinha do DAE - conhecida pela qualidade das refeições produzidas, com cardápio balanceado definido pela nutricionista Rosileide Chicotti Machado - tem uma estrutura limitada. Além das 540 refeições que são feitas lá todos os dias, para servir os funcionários da autarquia e de suas regionais, seria possível fazer mais 500 marmitex, ao custo de R$ 1,91, para o almoço dos servidores municipais. Para isso, não seria necessário aumentar a estrutura física do local. Porém, a Prefeitura precisaria ceder os gêneros alimentícios, 13 pessoas que trabalhavam na cozinha desativada para ajudar no preparo das refeições, um fogão de quatro bocas, panelas e outros acessórios.

Ranieri disse que isso é o que o DAE tem a possibilidade de fazer para ajudar a Prefeitura nessa situação, já que, para fornecer o total de 1.250 marmitex, a autarquia esbarraria em questões legais. Para fornecer a quantidade total de que a Prefeitura necessita, esbarraríamos numa série de problemas. O primeiro é o da questão legal. Para fazermos tudo e receber por isso, estaríamos mudando a nossa finalidade, que não é servir comida. Aí entra a questão da Lei de Responsabilidade Fiscal. O DAE não é fornecedor de marmitex. Temos toda a boa vontade, mas não podemos fazer aquilo que não é legal, ressalta.

Outro problema apontado pelo presidente da autarquia é o da dotação orçamentária. Nós também não temos dotação orçamentária para isso. No início do ano, quando fazemos a previsão de despesas, os cálculos foram projetados para atender as 540 pessoas que atendemos atualmente. Ou seja, não temos dinheiro para fazer as compras necessárias para a produção de mais 1.250 refeições. Então, eu apresentei ao Flávio Uchoa uma solução parcial, já que é possível para nós, com muito esforço, fazer 500 marmitex além dos que já produzimos para os nossos funcionários, sugeriu Ranieri.

Mas, segundo ele, para isso a Prefeitura teria que fornecer os gêneros alimentícios. A cozinha do DAE seria utilizada apenas para o preparo das refeições. Além da matéria-prima, a administração municipal precisaria enviar cerca de 13 pessoas para ajudar no preparo das refeições e na limpeza do local, um fogão de quatro bocas, mais fechadores de marmitex, panelas e outros utensílios. Com essa contrapartida da Prefeitura, é possível nós produzirmos esses 500 marmitex sem mexer na nossa infra-estrutura. Alguém também teria que vir buscar aqui as refeições. Agora, estamos aguardando a resposta do prefeito, porque ele também terá que decidir o que fazer para conseguir as outras 750 refeições que ainda ficarão faltando para os servidores, observa o presidente do DAE.