08 de julho de 2026
Geral

Walter Costa defende uma caça às bruxas no PPS

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

O presidente da Câmara Municipal, Walter Costa (PPS), defendeu, ontem, junto ao prefeito Nilson Costa, que o partido expulse filiados que ele classifica de agitadores de plantão da própria legenda, ou seja, aqueles que defendem a exoneração do secretário da Administração, Flávio Uchoa, após o desgaste sofrido pelo governo com o caso das refeições. O vereador afirmou ao prefeito que ele não ficará em um partido que mantém filiados que querem ver o circo pegar fogo ao primeiro problema.

Com isso, Walter Costa condicionou a expulsão dos que ele chamou de anarquistas à sua própria permanência no partido. Costa disse ao prefeito que não irá permanecer em um partido em que seus próprios membros são os primeiros a crucificar um companheiro e homem público, sem saber ou ter informações concretas se o episódio foi um engano, um erro ou algo mais.

Para o vereador, Flávio Uchoa não fez nada de má fé. Se houve algum erro, o que eu não vejo até agora, ficou claro no processo que não foi por qualquer situação que alguém queira dizer que foi mal intencionada.

O presidente da Câmara decidiu informar o prefeito de que não ficaria no partido se os agitadores de plantão ficassem. É um absurdo gente do próprio partido, na primeira reunião marcada para discutir o assunto, já ir preparado para pedir a cabeça de alguém sem ter conhecimento do que aconteceu. E tem mais. Quem é essa gente para jogar a pedra em alguém. Eu disse ao Nilson Costa que iria levantar quem defendeu a saída do Flávio Uchoa da Administração. Eu também disse que eu não fico no partido se o agitador ficar, ameaçou.

Costa disse que esse tipo de pessoa não merece estar em um grupo. Antes de mais nada é preciso discutir com serenidade o problema, sem julgar precipitadamente. É o mínimo que se espera de quem participa de um grupo político, de um partido. E se não fosse isso, o mínimo que se espera é que pelo menos os colegas de partido respeitem um secretário, ou qualquer outro filiado. Trata-se de uma pessoa que trabalhou muito pela eleição do Nilson, colocou bens pessoais a serviço do grupo e, o mais importante, é pai. Então, esse agitador, ou os agitadores devem respeitar pelo menos a família do colega. Imagine se esse agitador fosse inimigo então, se na primeira reunião já ensaia pedir a cabeça de um colega. Sorte deles que não tiveram coragem de formalizar o pedido junto à Executiva. Eu sou um homem de grupo, seja qual for o problema, finalizou.