08 de julho de 2026
Geral

P2 de Pirajuí: greve preocupa diretor

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Ontem, a movimentação dentro do presídio foi considerada normal. Mas apenas os serviços essenciais foram mantidos

Pirajuí - Apesar da greve dos agentes penitenciários, o dia ontem foi considerado tranqüilo na Penitenciária 2 de Pirajuí, segundo o diretor José Carlos Pedroso. Ele informou que a adesão dos funcionários foi quase total.

A greve começou quando a equipe de 42 agentes que trabalham no plantão diurno, que começa as 6 horas, chegou para o serviço. Segundo o diretor, eles entraram na Penitenciária e assumiram seus postos. No entanto, não houve movimentação interna de presos, especialmente para as oficinas de trabalho, para estudo e atendimento, serviços que exigem a participação dos agentes. De resto, informou Pedroso, foi tudo normal. Os serviços considerados essenciais, como a alimentação, saúde e emergência, foram mantidos.

Pedroso disse ainda que será difícil saber se os agentes do plantão noturno aderiram à paralisação. Segundo ele, os funcionários que entram em serviço a partir das 18 horas não trabalham com a movimentação dos presos.

O que preocupa mais, numa situação como essa, na opinião do diretor, é a impaciência que pode ser gerada entre os presos, principalmente se a paralisação dos agentes continuar indefinida. De acordo com sua experiência no trato com os detentos, Pedroso afirmou que se os presos começarem a se sentir prejudicados em seus direitos dentro do presídio, uma movimentação mais preocupante pode ter início.

Para evitar qualquer surpresa, a Polícia Militar de Pirajuí e região está em estado de alerta.Embora a situação encontre-se aparentemente sob controle, nunca se sabe o que vai pela cabeça dos detentos. Eles são imprevisíveis, observou Pedroso. Por isso, ele enxerga na reunião de hoje, entre o secretário da Administração Penitenciária, Nagashi Furukawa, e representantes do Sindicato Estadual dos Funcionários do Sistema Prisional uma boa possibilidade para pôr um fim à greve.

De acordo com Pedroso, hoje a Penitenciária 2 de Pirajuí está com funcionando em sua capacidade máxima, que é a de abrigar 852 presos.

Por tempo indeterminado

A greve dos agentes penitenciários paulistas começou ontem nas principais unidades prisionais do Estado e, segundo o sindicato da categoria, seguirá por tempo indeterminado. Ou seja, até que o Governo aceite atender as reivindicações feitas. Entre elas estão reajuste salarial, redução da jornada de trabalho, aposentadoria especial aos 25 anos de serviço e compra de equipamentos de segurança, para citar alguns itens.

A adesão dos agentes da P-2 de Pirajuí surpreendeu por estarem eles cumprindo ainda o estágio probatório. Durante um período de três anos, os pretendentes a um cargo de agente penitenciário fica sob observação. Ao término desse prazo ele é efetivado ou não na função. A adesão à greve é vista pelo diretor da P-2 como um arranhão no currículo desses pretendentes. Isso poderá prejudicá-los no futuro, disse Pedroso. Esse futuro chegará no próximo mês de julho, que é quando vence o prazo de três anos do estágio probatório dos agentes da P-2 de Pirajuí.