O interesse pela aviação foi e continua, inclusive nos dias de hoje, atingindo muitas pessoas, atraídas pelo mistério de poder voar. É o caso de Bruno Tentor Ferraz, de 20 anos de idade, que iniciou o curso teórico para piloto de avião em agosto do ano passado, no Aeroclube de Bauru, e orgulha-se de suas primeiras horas de vôo. Ele conta que o interesse surgiu a partir de conversas com seu sogro, que era comandante. Eu gostava de aviação e não sabia. Descobri somente no ano passado.
Com duas horas de vôo registradas, Bruno já sonha em seguir seus estudos para, em breve, tornar-se um profissional da aviação. Tem que ser bastante humilde, ter muita força de vontade e estudar muito. A minha primeira meta é ser comandante da TAM, afirma. Para os mais experientes, a emoção de pilotar um avião não é diferente. Vicente Afonso Filho é piloto aposentado e foi comandante da Vasp durante 20 anos. Ele conta que iniciou o curso de pilotagem no Aeroclube de Bauru, em julho de 1964, e exerceu a profissão na cidade até 1972, quando foi contratado pela Vasp. Fiquei na Vasp até 1992, quando me aposentei. Depois de aposentado, Vicente conta que ficou durante seis meses parado, mas não resistiu à vontade de voltar a pilotar. Atualmente, ele pilota um jato de uma empresa particular. Percebi que, seu eu paro, fico louco. Aviação é coisa que você entra porque você gosta. É uma paixão. É uma vida dinâmica - um dia você está aqui, no outro você está em outra cidade, outro país, expõe.
O piloto relembra a emoção de seu primeiro vôo, quando decidiu que sua vida seria dedicada à aviação. Quando o avião saiu do chão, eu fiquei até atrapalhado. Eu pensei era isso que eu queria, a minha vida vai ser essa, conta. Com 37 anos de carreira e 18 mil horas de vôo, Vicente conta que muitas vezes relembra a emoção do início da carreira. A gente ainda sente aquela emoção, principalmente quando mudamos de avião. É como um brinquedo nas mãos de uma criança.