07 de julho de 2026
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Retoques

Redação
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Filme feminista provoca revolta

Bredons Norton, um povoado no centro da Inglaterra, manifestou-se contrário ao projeto de filme sobre Victoria Woodhull, uma controvertida feminista e a primeira candidata mulher à Casa Branca, que poderá ter como protagonista Nicole Kidman. Woodhull, que viveu entre os Estados Unidos e a Grã-Bretanha no século XIX, foi objeto de julgamentos variados: para alguns era uma libertina, para outros uma filantropa.

Mas entre os habitantes de Bredons Norton, onde Victoria passou a viver em 1885, aos 47 anos, a lembrança desta mulher está ligada principalmente às atividades de educação e de protetora dos mais humildes. A idéia de que nos estúdios de Hollywood possa criar-se um filme escandaloso sobre ela, baseado na primeira fase de sua existência e nos seus anos como prostituta, é vista como uma afronta e com muito receio.

É óbvio que o filme se concentrará no período de Victoria nos Estados Unidos, frisou o pároco de Bredons Norton, Matthew Barnes. Por isso é provável que assistiremos a uma reconstrução histórica pouco confiável e demoníaca. Segundo o jornal britânico Express, outra preocupação entre os habitantes do povoado é que a controvertida feminista seja interpretada por Kidman, famosa sobretudo pelos papéis sensuais em filmes como De olhos bem fechados (Eyes wide shut), de Stanley Kubrick. (Ansa)

Mulheres chefes de família

Uma de cada três mulheres que trabalham nos Estados Unidos é o verdadeiro chefe de família, posto que ganham salário superior ao de seu companheiro, segundo dados oficiais recentes analisados por um pesquisador de Harvard.

No segmento dos casais formados por pessoas com alto grau de instrução, a porcentagem sobe ainda mais e chega a quase 50%, segundo o economista de Harvard Richard Freeman, que dá muita importância à mudança radical na conformação familiar e social mostrada nestas estatísticas.

Esta mudança começou nas universidades onde, há alguns anos, formam-se mais mulheres do que homens, apesar de ainda existir muita resistência psicológica a este fato. No fundo, revela o jornal The Washington Post, que trata em profundidade o tema, também as mulheres que se afirmam no conceito da igualdade entre os sexos acreditam que um homem digno de suas atenções deve receber um salário maior do que o delas.

A mudança mais evidente é uma maior participação no cuidado da família e nas tarefas domésticas pelos homens, em uma proporção sem precedentes na história da sociedade americana. (Ansa)