08 de julho de 2026
Geral

Bauruense continuam entregando armas

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar do fim da campanha de desarmamento realizada pela Polícia Civil, os bauruenses entregaram 46 armas neste ano

A campanha de desarmamento desenvolvida pela Delegacia Seccional de Bauru terminou, no ano passado. Porém, o bauruense continua entregando armas. No primeiro trimestre deste ano, foram entregues 46 armas.

A conscientização do bauruense sobre os perigos de conservar armas em casa é um dos fatores apontados pelo delegado Seccional, Antônio Angelo Ciocca, como gerador do aumento da entrega espontânea de armas de fogo.

O bauruense se conscientizou que manter uma arma em casa sempre representa perigo. Arma tem que estar nas mãos da polícia. Em casa, a arma pode provocar acidentes fatais.

Dentre os acidentes domésticos fatais, o delegado aponta o uso da arma por crianças, por deficientes mentais e por empregados. Além da queda, na limpeza, a arma muitas vezes dispara e atinge um inocente.

Além dos acidentes domésticos, Ciocca frisa que grande parte dos marginais se arma com produtos de furto ou roubo. Quando o ladrão entra na casa, subtrai a arma e com ela pratica outros delitos.

Segundo o Seccional, até 95, o controle de armas na cidade era manual. Depois, o sistema foi informatizado. Temos a listagem daqueles que tinham armas e não se recadastraram. Essas pessoas estão com armas irregulares.

Armas irregulares geram processos criminais. Se uma pessoa não autorizada estiver usando uma arma vai ser responsabilizada criminalmente por isso. Em Bauru e sub-região, segundo ele, existem três pessoas com porte de arma.Duas de Bauru e uma de Iacanga.

Os registros e portes de armas na cidade, de acordo com o delegado, estão sendo emitidos em casos de extrema necessidade. Não queremos a população armada.

Em 2001 a seccional emitiu dois registros novos e transferiu o mesmo número. Não autorizamos a pessoa a adquirir armas porque temos consciência do perigo.

Queda de 45%

No ano passado, durante o período da campanha de desarmamento, foram entregues 91 armas. No ano todo foram 323. A seccional pretende receber número igual ou maior de armas. A população precisa ser desarmada, alerta o delegado titular. A retirada das armas de circulação pode ter influenciado no descréscimo do número de homicídios, no primeiro trimestre deste ano.

As apreensões de armas, no ano 2000, somaram 263, sendo que no primeiro trimestre foram arrecadadas 123. Este ano, no primeiro trimestre foram apreendidas 133 armas de fogo, a maioria revólver.

Ciocca traça uma relação entre as apreensões e entregas de armas e o número de homicídios. No primeiro trimestre de 2000, foram registrados 11 homicídios, sendo quatro em janeiro, quatro em fevereiro e três em março.

Já neste ano, no mesmo período, foram registrados seis homicídios. Um em janeiro, dois em fevereiro e três em março, num total de seis, ou seja, 45% a menos. Acreditamos que, desarmado, o cidadão procura mais o diálogo e se afasta das agressões.

Para entregar armas sem porte e sem registro, basta procurar a delegacia seccional, na praça D. Pedro II.