Alunos da escola José Ranieri, no Geisel, fizeram passeata para conscientização da comunidade local sobre a dengue
Os alunos da escola estadual José Ranieri, localizada no Núcleo Geisel, realizaram, nos períodos da manhã e da tarde de ontem, um enterro simbólico do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. O número de casos positivos da doença em Bauru é de 31, dos quais 26 são autóctones (contraídos na própria cidade) e cinco importados. De acordo com a diretora da escola, Edna Nanci Santos Fonseca, o trabalho de conscientização dos estudantes vem sendo desenvolvido há 15 dias com a realização de palestras sobre a dengue. Além disso, há a preocupação de manter os alunos informados quanto às novidades sobre a quantidade de casos positivos da doença, de acordo com as matérias publicadas na mídia impressa.
No período da manhã, às 8 horas, alunos, professores e funcionários da escola saíram às ruas vestidos com roupas pretas e empunhando cartazes com mensagens de conscientização. Os alunos realizaram um enterro simbólico do mosquito transmissor da doença. Na parte da tarde, às 13 horas, o procedimento se repetiu.
Edna afirma que a iniciativa teve como objetivo chamar a atenção da comunidade local sobre a importância da mobilização popular na tarefa de exterminar a dengue. A gente espera ter conseguido levar essa mensagem às crianças e à comunidade para que o número de casos da doença não aumente em Bauru. A nossa idéia é dar prosseguimento à campanha, disse.
O Departamento de Saúde Coletiva (DSC), órgão ligado à Secretaria Municipal de Saúde, confirmou, na última terça-feira, mais oito casos positivos de dengue, em Bauru.
De acordo com a diretora do DSC, Maria Helena Abreu, dos oito casos, seis são autóctones, sendo cinco da região do Jardim Bela Vista e um do Núcleo Beija-Flor. Os outros dois casos, cujos pacientes residem no Condomínio Residencial Parque das Camélias e Jardim Petrópolis, teriam sido importados do Rio de Janeiro e do Mato Grosso.
Os agentes de saúde estão atuando, desde ontem, na busca ativa de suspeitos e na eliminação de criadouros nas regiões dos dois casos importados (Parque das Camélias e Jardim Petrópolis).