Fazendo uso do Pronto-Socorro Municipal do Centro, notei por várias vezes que pessoas chegavam até o porteiro e voltavam para trás, com feição de que foram proibidas de alguma coisa. Fiquei curioso em saber o que as pessoas diziam ao porteiro, este, funcionário do Setor de Vigilância, até que notei que um motorista de ambulância de uma cidade vizinha pediu para usar o banheiro. Foi proibido de entrar e fazer uso do banheiro. Foi maior a minha surpresa quando um motorista de táxi que presta serviço no ponto em frente a esta unidade veio e foi barrado. Só ouvi quando o porteiro disse-lhe: meu amigo, eu lhe conheço, o senhor é motorista de táxi, me faz um favor, faça uma ficha de como o sr. vai ser atendido, assim eu posso deixar o sr. entrar e não me comprometo. Assim, quando o sr. quiser usar o banheiro é só mostrar o papel, isso é ordem da chefia, sra. Rogéria, a ordem é para não deixar ninguém entrar. Fiquei ali por um bom tempo, mais ou menos quatro horas, e notei que muita gente foi barrada; não quero com isso denunciar o porteiro, mas sim uma pessoa que ocupa o cargo de chefia, deve ser uma diretora para poder dar tal ordem, pessoa esta que deve também fazer uso de banheiros. Ou essas pessoas que pedem para usar o banheiro são gente com doenças infecciosas que vão infectar ainda mais os banheiros desta unidade? Ainda neste tempo no qual fiquei por ali, notei que não tem uma torneira sequer onde alguém possa tomar uma água. Tem, sim um bebedor de água gelada do lado de dentro da unidade mas não se pode entrar; o que fazer para matar a sede numa unidade pública? Aí verifiquei que na unidade infantil tem dois canos, um sem torneira e o outro com um tufo.
Perguntar se a secretária da Saúde sabe o que acontece neste setor é a mesma coisa que perguntar se o prefeito sabe onde fica Bauru. Pois a população de Bauru ser proibida de usar o banheiro público do Pronto-Socorro Municipal é uma vergonha. (José Ferreira - RG: 5.443.544)