08 de julho de 2026
Geral

SEMANA SANTA

João Álvares
| Tempo de leitura: 1 min

Leitor amigo, assim como aguardamos ansiosos o Natal do Menino Jesus, a festa máxima da cristandade, a alegria sem par, porque nesse dia nasceu numa cocheira, em Belém de Judá, o pequeno Grande Rei, que veio ao mundo para nos salvar, sim para nos salvar deste mundo, perverso, corrupto e egoísta de hoje, aguardamos a Semana Santa. Esse mundo hodierno que vive somente para o presente, sem fé, sem amor e sem destino. É uma nau sôfrega, já perdida, na vastidão incomensurável da lama, e que se arrasta doidamente, cada vez mais fraca, sem vontade e completamente entregue aos sopros diabólicos, atrevidos, das loucuras desenfreadas e dos irrefletidos.

Sim, como aguardamos ansiosos e alegres o Natal, aguardamos também a Semana Santa, mas diferente do primeiro, aguardamos com tristezas.

No primeiro episódio nasce o menino Deus.

No segundo morre aquele que tanto fez por nós. Começamos a assistir ao combate que Cristo vai travar. Com os sofrimentos de Jesus na sua Paixão devemos, deplorar os nossos extravios, confessá-los e corrigirmos no futuro como bons cristãos, porque devemos imitar o nosso Mestre Cristus Factus est pro nobis obidiens usque ad mortem. Cristo fez-se por nós obediente até a morte, portanto devemos ser bons discípulos até a morte, para nos livrar da maldade dos homens e dessa dança macabra do mundo moderno. Isso no que se refere aos que vivem afastados do Bem supremo, que é Deus. (João Álvares - Da Ordem dos Velhos Jornalistas do E.S. Paulo - Da Academia Bauruense de Letras)