09 de julho de 2026
Geral

Busca da reabilitação é descrita em livro de pai de paciente do Centrinho

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Desvio da Natureza - uma trajetória em busca da reabilitação é o título do livro escrito por Odair Marques da Silva, pai de um paciente do Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais, da Universidade de São Paulo (Centrinho). O livro foi lançado no último dia 10, no setor de Educação e Recreação do Hospital.

Trata-se da história, em 172 páginas, de Odair e da esposa desde o nascimento do filho; o choque na recepção de um bebê com fissura labiopalatal, a luta pela reabilitação e a vitória pelas conquistas do filho ao longo da vida. O propósito desse trabalho é esclarecer, informar, orientar e mostrar a difícil trajetória em busca da reabilitação facial que pacientes e familiares travam com o objetivo de transpor tal barreira, afirma Odair.

Na página 8, vem uma adaptação do texto de Erma Bombeck, Mande uma criança especial!. O texto fala da missão divina abraçada por mães de crianças especiais. Um anjo conversa com Deus, perguntando sobre a escolha de uma mãe para gerar um ser especial, ao que o Mestre responde: Eu poderia confiar uma criança especial a uma mãe que não conhecesse o riso? Isto seria cruel. Quando a criança disser mamãe pela primeira vez, esta mulher será testemunha de um milagre e saberá reconhecê-lo. Quando ela mostrar uma árvore ou um pôr-do-sol ao seu filho e tentar ensiná-lo a repetir as palavras árvore e sol, ela será capaz de enxergar minhas criações como poucas pessoas.

No capítulo 1, Odair mostra a expectativa e importância da gravidez do primeiro filho. No capítulo 2, o nascimento. No capítulo 3, o sentimento de choque pela aparência do filho, é descrito pelo autor, assim como a desorientação vivida pelo casal até conhecerem o Centrinho. Um capítulo interessante é o que aborda o questionamento do casal sobre a causa do nascimento do filho com lesão labiopalatal.

Eles ouviam muitas histórias sobre as provações divinas, o destino, superstições, hereditariedade. No entanto, nada os convencia. E exatamente por não admitirem histórias, lendas, frases ou até mesmo alguma filosofia com relação ao problema e também por essa tal de malformação genética nunca ter sido esclarecida a leigos é que ficará sempre pendente e vagando no espaço a resposta que não veio (trecho do capítulo A resposta que não veio).

A partir do capítulo 13, o autor descreve o caminho da reabilitação do filho, desde a recepção no Centrinho, o contato com outros pais, as assistentes sociais, com seus projetos comunitários e o carinho do tio Gastão e de toda equipe. Enfim, o fim, na página 166, conclui o livro, com o raciocínio filosófico do autor sobre o nascimento de uma criança especial... Será que um dia teremos respostas para todas essas questões, dúvidas e sofrimentos?, pensa o autor. Deus colocou no fundo de meu coração uma esperança confortante e que me tem dado suporte para meu descontentamento, mostrando uma certeza clara e evidente de que um dia tudo irá se ajeitar, conclui.