10 de julho de 2026
Geral

Todos foram convidados a refletir sobre a entrega de Jesus na cruz

Rose Araujo
| Tempo de leitura: 1 min

Os católicos realizaram, ontem, exatamente às 15 horas em todas as igrejas, a celebração da Paixão e Morte de Jesus Cristo. Trata-se de um ritual no qual são relembrados os últimos passos de vida do Filho de Deus, um momento de fé e tristeza para os seguidores.

De acordo com o padre Enedir Gonçalves Moreira, da Paróquia Universitária, na Sexta-feira Santa não são celebradas missas. É um ritual diferente, no qual não há a consagração da hóstia, disse.

Ao entrar na igreja, o padre deita-se no chão, num ato de prostração, ou seja, reverência. É a entrega total do sacerdote às mãos do Senhor, segundo o pároco.

Durante a celebração, é feita a leitura do Evangelho, no trecho que narra os últimos passos de Jesus. Os fiéis são convidados a refletir sobre a entrega de Jesus para a salvação dos pecados, disse.

Mesmo não havendo a consagração, é feita a comunhão com a hóstia que foi consagrada no dia anterior, quando a igreja revive a Santa Ceia, o momento em que Cristo compartilha o pão com os apóstolos.

Ainda durante a celebração, o pároco mostra a cruz aos fiéis, que a beijam em sinal de respeito e esperança na ressureição.

O ritual é considerado muito triste. De acordo com a aposentada Doracy Therezinha Ferraz Padovani, é um momento de dor pela lembrança da injustiça que foi cometida com o Filho de Deus. Ele morreu pelos nossos pecados e é muito emocionante recordar a dor de Cristo no momento da crucificação, salientou. A celebração é feita sempre às 15 horas, que é o horário atribuído à morte de Jesus.

A partir de hoje, as comemorações voltam a ser alegres. É quando os fiéis comemoram a ressurreição do Filho de Deus, que culmina no domingo de Páscoa.