Nos últimos dias, o bauruense tem observado oscilações consideráveis na temperatura, situação comum no outono, que começou em 20 de março. O friozinho das manhãs e noites chega a exigir o uso de blusa enquanto durante o dia o sol é quente, com temperaturas ultrapassando a casa dos 30 graus.
A temperatura mínima registrada em Bauru neste mês pelo IPMet foi de 15 graus, enquanto a máxima foi de 33,6 graus. Portanto, uma variação de mais de 18 graus, o que é normal para essa época do ano, de acordo com o meteorologista José Carlos Figueiredo. Ele explicou que a queda de temperatura deve ocorrer com maior intensidade a partir de junho.
Aliás, a oscilação na temperatura, aliada à alta concentração de fumaça e partículas de fuligem no ar, decorrente das queimadas de terrenos baldios, são fatores que agravam as doenças respiratórias. O JC nos Bairros tem recebido várias reclamações de moradores que afirmam estarem preocupados com tanta fumaça no ar.
Uma das reclamantes, que não se identificou, disse que seu marido, que sofre de doenças respiratórias, teve o quadro agravado nos últimos dias. Outra reclamante, que está morando em Bauru há apenas um mês, no Núcleo Mary Dota, disse não saber a quem recorrer para que não haja tantas queimadas. Ela contou que todos os dias ocorrem queimadas no bairro, deixando o céu preto pela fumaça e fuligem.
A fiscalização municipal quanto a queimadas em terrenos baldios em Bauru, antes feita pela Secretaria do Planejamento (Seplan), agora é responsabilidade do Departamento de Vigilância Sanitária, órgão da Secretaria de Saúde. A reportagem não conseguiu falar na Vigilância Sanitária no final da tarde de ontem para saber o número de reclamações recebidas.
No entanto, a titular da Seplan, Maria Helena Rigitano, consultada pela reportagem no final da tarde, com base nos anos anteriores, disse que as reclamações costumam ser muitas. Mas ela ressaltou que a autuação da pessoa que ateou fogo no terreno baldio é difícil porque o reclamante, normalmente, por se tratar de vizinho, não quer apontar o responsável. Denúncias podem ser feitas pelo telefone (14) 235-1458.