09 de julho de 2026
Geral

Tobias diz que PSDB vai zerar filiação

Nélson Gonçalves
| Tempo de leitura: 4 min

Pedro Tobias confirmou, ontem, que vai assumir a comissão provisória do partido em Bauru. Tuga é convidado para participar`

O PSDB de Bauru está mesmo disposto a reestruturar a legenda na cidade, visando a participação nas eleições do ano que vem. Ontem, a direção estadual do partido divulgou, através do seu presidente, deputado Edson Aparecido, que o também deputado Pedro Tobias foi convidado para comandar a comissão provisória na cidade. Já Pedro Tobias confirmou que vai assumir a função, pelo menos até outubro deste ano. Na presidência da comissão provisória, Tobias afirmou que vai seguir as diretrizes do partido.

Segundo o deputado estadual, a orientação do comando do PSDB em São Paulo é para que o partido zere as filiações, voltando, em seguida, a cadastrar todo mundo de novo. Nos bastidores, a informação é que os tucanos, liderados pelo deputado estadual, vão promover uma reestruturação onde a fidelidade será fundamental no processo. Essa indicação já tinha sido dada ao JC pelo presidente estadual da legenda, deputado Edson Aparecido, quando este acompanhou a última visita do governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), ao aeroporto internacional de Bauru. Naquela oportunidade, Edson Aparecido não só confirmou a filiação de Pedro Tobias, como avisou que o PSDB não vai aceitar filiados rebeldes.

Sobre o comando do partido, falta definir o restante da comissão provisória. Restaria apenas saber se o ex-deputado federal Tuga Angerami está ou não oficialmente filiado no PSDB. Ou melhor, se Tuga vai manter sua posição de retornar ao ninho tucano independente de quem for, como disse há alguns dias, ou se está com dupla filiação, neste momento, já que o PSB, seu partido até então, continua mencionando que não houve desfiliação formal, apenas comunicado pela imprensa. Um tucano que garantiu que vai participar da comissão provisória do PSDB disse, ontem, que o novo comando inclui, além de Pedro Tobias, Marcelo Borges, Toninho Garmes e José Clemente (estes por serem membros natos em função dos mandatos na Câmara), Élio Busch, Nelson Fio e mais três ou quatro tucanos.

Em relação o futuro regional do partido, Pedro Tobias comentou que a tendência é que deputados, ou federais ou estaduais, assumam pessoalmente a coordenação. Os deputados têm interesse direto nas regiões centrais do Estado. Cada um ficará naturalmente com um grupo, algumas cidades, algumas regiões. Esta é a orientação do comando do partido visando a participação na próxima eleição, disse Tobias. Sobre sua participação, o deputado bauruense deve ficar com a coordenação regional. Sobre isso, ele somente adiantou que está fazendo contatos visando novas filiações. Já temos pelo menos quatro prefeitos que vão se filiar ao PSDB. Teremos outras lideranças ingressando no partido nas próximas semanas. Vamos trabalhar afinados com o partido e seu comando, adiantou Tobias.

É Pedro e pronto

O JC mencionou, há alguns dias, a frase adotada como slogan da campanha eleitoral do ano passado, quando o deputado estadual Pedro Tobias concorreu à Prefeitura de Bauru. A afirmação, entretanto, emprestado pelo presidente estadual do PSDB, deputado Edson Aparecido, parece se confirmar, com Pedro Tobias assumindo o comando da legenda. Ele garantiu que Tobias iria se filiar ao partido.

Entretanto, o retorno do deputado bauruense pode marcar a retomada de uma disputa interna no ninho que já está desarrumado. Entretanto, Pedro Tobias volta ao PSDB com a garantia de que vai comandar o partido. Com isso, o comando estadual não daria tréguas para rebeldes, como aconteceu no passado. De qualquer forma, a garantia por parte do presidente estadual do partido, Edson Aparecido, de que o retorno de Tobias está consolidado pode realimentar a rivalidade com Tuga ou, ao menos, reviver um convívio nada amistoso dentro do partido em Bauru.

A diferença nesta etapa de revitalização dentro do PSDB local é que ambos, Tuga e Tobias, buscam a garantia de que poderão dar as cartas. Quem é tucano, bem como parte da opinião pública, sabe que nenhum dos dois quer ser subordinado. Ou melhor, ambos não imaginam que possam, um dia, ter que se reportar um ao outro, por uma questão de hierarquia política-partidária. Para muitos, é uma questão de pura rivalidade, que já existia no passado e foi aprofundada na última eleição, onde sobraram troca de ofensas e faltou bom senso.