08 de julho de 2026
Geral

Ex-marido é acusado de matar mulher

Sabrina Magalhães
| Tempo de leitura: 3 min

Segundo a Polícia, desde que o casal se separou, ele estava morando com um cunhado, que teria visto a vítima num forró

Jaú - Uma crise de ciúmes pode ter sido a causa de um assassinato ontem, em Jaú. A dona de casa Conceição Aparecida Leme da Silva, 39 anos, foi esfaqueada dentro de casa e indícios apontam ter sido o ex-marido, Antônio Leme da Silva, o autor do crime.

De acordo com o delegado Luverci da Costa Mello, do 3.º Distrito Policial de Jaú, o casal já havia se separado, há algum tempo, por incompatibilidade. Na época, eles moravam num sítio, em outra cidade. Recentemente, eles teriam resolvido reatar, mudando-se para o Bairro Santo Antônio, em Jaú.

Mas as brigas continuaram, sempre por ciúme por parte de Antônio. E eles já estavam se separando novamente. Antônio estava morando com um cunhado, em outro bairro, mas, segundo os vizinhos, ele aparecia sempre na casa da vítima, contou o delegado.

Neste final de semana, Conceição teria ido a um baile de forró, onde foi vista pelo cunhado, que comunicou a Antônio, causando irritação. Ontem pela manhã, os três filhos do casal (22, 18 e 15 anos, respectivamente) saíram para trabalhar por volta das 7 horas. Quando voltaram, por volta das 11 horas, encontraram o corpo da mãe no banheiro e acionaram a polícia.

Constatamos homicídio, pois ela recebeu um golpe de faca no pescoço, próximo à veia jugular. Havia também vários outros ferimentos pelo corpo, possivelmente golpes de faca, mas não penetrantes. Sobre a pia do banheiro, encontramos uma faca de cozinha, de ponta arredondada, lavada, relatou Mello.

Segundo ele, uma testemunha teria visto Antônio dentro da casa da vítima, através de uma janela, por volta das 7h30. Informações de vizinhos também confirmaram que ele teria saído da casa do cunhado por volta das 6h30, como faz costumeiramente para trabalhar. Só que ele não apareceu no local de trabalho, conforme foi apurado.

As evidências, inclusive nas informações dos próprios filhos, que afirmaram estar insustentável a situação entre o casal, levaram a Polícia a apontar Antônio como o principal suspeito do crime. Também soubemos, através de parentes, que eles já haviam brigado outras vezes e que a vítima chegou a procurar a Polícia, alegando ameaças. Mas ela tinha medo de fazer a representação e, conforme a lei 9.099/95, a PM depende dessa representação para agir, observou Mello.

Segundo o delegado, o inquérito seria instaurado ainda ontem e, se o suspeito não se apresentar, poderá ter decretado um mandado de prisão temporária. Em caso de homicídio, é comum o autor do crime desaparecer nos primeiros dias após o fato para fugir do flagrante e poder responder em liberdade.

Briga por peixe também termina em morte

Uma discussão por causa de um peixe também terminou em morte no Jardim Padre Augusto Sane, em Jaú. De acordo com informações do 1.º Distrito Policial, na noite de Sexta-feira Santa (13/04), o calçadista João Alberto Albertini, 24 anos, participava de uma reunião de confraternização numa casa vizinha, onde também estava o lavrador Reinaldo Aparecido dos Santos, 22 anos.

Ambos teriam feito uma pescaria dias antes e guardado o peixe na casa de Albertini. Por volta das 2h30, depois de tomarem algumas doses de pinga, segundo a polícia, Santos teria pedido para o amigo ir buscar o peixe. Este teria se recusado, alegando que todos estavam dormindo em sua casa e que ele não queria acordá-los.

A recusa deu início a uma discussão, que evoluiu para agressão física, até que Albertini deu um murro na boca de Santos. Este teria saído da casa, dizendo que a situação não ficaria assim. De acordo com a polícia, Santos teria voltado ao local da briga 15 minutos depois e batido na porta. Quando Albertini abriu, Santos teria dado três golpes de faca no amigo, que foi atingido no abdômen e no peito, sendo levado ao hospital.

A Polícia informou que Santos foi ouvido dias depois e confessou a autoria do crime. Albertini permaneceu internado até o último sábado, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Com isso, Santos, que respondia por lesão corporal, passa a responder por homicídio culposo (não intencional). Ele deve aguardar seu julgamento em liberdade.