Quem estiver pensando em vender as ações deve procurar um dos bancos credenciados para analisar se essa é a melhor opção
Quem está precisando de dinheiro e possui ações da Telesp Participações e da Telebrás (papéis vigentes antes da privatização das companhias telefônicas, em 1998) pode optar pela venda. Porém, cada caso deve ser analisado com cuidado para que seja escolhida a opção mais adequada a cada necessidade. Ao contrário do que muitos acionistas minoritários pensam, esses títulos ainda são negociados na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Além disso, a venda das ações para algum banco credenciado pode impulsionar algum projeto familiar que esteja parado por falta de verbas, mesmo resultando numa liquidez pequena.
A orientação de profissionais da área para quem está pensando em vender as ações é de que procurem um dos bancos conveniados a essas empresas para apresentar o seu caso. Uma avaliação do perfil do acionista e de suas atuais necessidades resultará na indicação mais adequada. Para se informar ou fazer a venda, as instituições financeiras credenciadas são Banco do Brasil, Banespa, Banco Real, Bradesco, HSBC, Unibanco e Itaú, para o caso da Telesp.
Para a Telebrás, os conveniados são Banco Real, Itaú e Banco do Brasil. Porém, é válido lembrar que, antes da privatização, a ação do Sistema Telebrás foi desmembrada em 13, referentes às empresas das 13 regiões em que foi dividido o sistema de telefonia, móvel e fixa.
De acordo com a gerente de administração do Banco do Brasil em Bauru, Maranilva Zanutto Biscalquini, para saber se você é um acionista dessas empresas basta se dirigir a um dos bancos credenciados. Se a ação de uma determinada pessoa estiver sendo administrada por um banco, e o acionista quiser vendê-la a outro, isso é possível. Porém, nesse caso, o detentor dos papéis não conseguirá saber o valor de suas ações antes de vendê-las. Se a comercialização for realizada para o próprio administrador, o valor poderá ser conhecido na hora.
Quem quiser vender ações para o Banco do Brasil deve apresentar o RG, CIC, certidão de casamento e comprovante de residência, todos autenticados em cartório. A partir da data da venda das ações, registrada no banco, o acionista receberá o dinheiro num prazo de cinco dias. Se for cliente do banco, poderá ter o valor depositado em conta corrente.
Os valores das ações irão variar de acordo com a época em que o telefone foi comprado. O valor vai depender da época em que a pessoa comprou sua linha de telefone. Se a compra tiver sido efetuada quando as ações estavam em alta, o comprador recebeu um número pequeno de ações. Se estavam em baixa, ele terá recebido um número maior de ações. É isso que influenciará no montante que cada um receberá no momento da venda. No geral, a maioria das pessoas que comprou telefone até 1990 tem ações dessas empresas, esclarece Maranilva. A comercialização também pode ser feita a uma corretora de ações.
O gerente geral de renda variável do Banespa/Corretora, Gilberto dos Santos, também orienta para que os interessados em vender suas ações se dirijam até um dos bancos credenciados para definir a sua situação. Ele lembra que a quantidade de ações provenientes de um plano de expansão não significa altos valores. Portanto, para o pequeno investidor, a venda pode valer a pena, até mesmo para ajudar no orçamento familiar ou individual.
Para os médios investidores, aguardar as mudanças e um possível crescimento do mercado pode ser o mais indicado. De qualquer forma, o ideal é que o acionista procure um dos bancos credenciados para receber uma avaliação individual do seu caso, porque tudo vai depender da necessidade e dos objetivos de cada um, alerta Santos.
Quem quiser vender as ações para o Banespa, por exemplo, deverá apresentar CIC, RG e comprovante de residência.