09 de julho de 2026
Geral

CUT faz protesto na sede da Funai

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 2 min

Os manifestantes cobraram resultado da sindicância aberta para apurar suposta irregularidade na Funai em Bauru

O movimento sindical de Bauru, com o apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), promoveu um ato de protesto na sede da Funai, em Bauru. Os manifestantes querem a apuração das supostas irregularidades cometidas na aplicação de recursos e não aceitam perseguições a funcionários, acusados de ter incitado os índios a invadir a sede da Funai em fevereiro.

O ato de protesto contou com a participação de representantes de vários sindicatos; metalúrgicos, servidores municipais, bancários e servidores públicos federais, além da comunidade indígena.

De acordo com os manifestantes, as servidoras públicas federais Ivanilde Pereira e Jupira Manoel Sobrinho estariam sofrendo processo administrativo, depois de sindicância que apurou o possível envolvimento delas na invasão à sede da Funai, em fevereiro passado. Os índios reivindicavam a prestação de contas da verba destinada às suas aldeias. A invasão provocou a destituição da diretoria local.

A Comissão Sindicante acha que nós estimulamos os índios. Isso não é verdade. Eu não estava aqui um dia antes e nem no dia da invasão. Na verdade, os índios já tinham ido a Brasília, na semana anterior a invasão. Eles pediram a exoneração do administrador, diz Ivanilde Pereira.

Segundo ela, os índios não estavam dizendo que havia desvios de recursos, mas queriam informação sobre a aplicação da verba.

A funcionária explica que todos os recursos chegam para a administração em Bauru, que é quem faz a distribuição por programas. Cada programa atende um setor. Os índios querem ser informados para qual programa foi destinado os recursos.

De acordo com ela, após a destituição da diretoria local, foi instaurada uma sindicância. Os chefes do posto foram ouvidos e acusam eu e a Jupira de termos incitado os índios. Não tivemos direito de defesa.".

Moção de repúdio

Os sindicatos, através da coordenação da CUT-Bauru, fizeram uma moção de repúdio contra o ataque através da diretora sindical Ivanilde Pereira, recém-empossada no Sindicato dos Servidores Públicos Federais. Vamos entrar com esse repúdio através de uma representação no Ministério Público Federal para que apure as irregularidades e descarte a companheira como sendo a acusada, frisou Laércio Pereira, do Sindicato dos Bancários.

Segundo ele, as duas funcionárias acusadas não participaram da invasão, como diz o inquérito. Nós queremos mostrar nossa indignação e, ao mesmo, tempo forçar para que seja apurado todas as denúncias.

O presidente da Comissão de Sindicância, Marco Antônio Xavier Levay, não foi encontrado para comentar o protesto.