11 de julho de 2026
Geral

Alunos de 1ª a 4ª série do Preve Objetivo, em Bauru, têm o xadrez como disciplina e aprovam o jogo para melhorar suas habilidades. A escola estadual Joaquim de Michieli adotou o esporte há oito anos e hoje colhe bons resultados.

Redação
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De acordo com professores, as crianças que jogam xadrez desenvolvem concentração, paciência e facilidade de raciocínio

Apesar de muitas vezes encarado como mera atividade de lazer, o xadrez vem, pouco a pouco, sendo implementado como disciplina obrigatória ou optativa em escolas de Bauru por desenvolver o raciocínio, a memória, a percepção e a tranqüilidade das crianças que o praticam.

Na escola estadual Joaquim de Michieli, localizada no Jardim Cruzeiro do Sul, por exemplo, alunos de 1.ª a 4.ª série aprendem e praticam o esporte, que há oito anos foi inserido no currículo da instituição, de acordo com a diretora Eloísa Toledo Martins. É uma proposta pedagógica da escola, já que auxilia no desenvolvimento da criança, expõe.

O professor Felipe de Almeida Santos, que ministra as aulas de xadrez na instituição para alunos de 3.ª e 4.ª séries, acredita que o esporte desenvolve a rapidez no raciocínio da criança, a memória e a percepção. Deveria ser uma matéria tão básica como Geografia, por exemplo. Em alguns países, como a Rússia, os enxadristas jovens são tradição, posiciona-se. No Colégio Seta, alunos de 1.ª a 8.ª séries podem optar pelas aulas de xadrez, já que o esporte não foi implantado como uma disciplina obrigatória na instituição, de acordo com o enxadrista Rudemir Afonso Piassi, que ministra aulas de Matemática e xadrez.

Rudemir, que trabalha com cerca de 60 crianças, afirma que o xadrez proporciona melhorias ao raciocínio, principalmente nas disciplinas da área de Exatas. O xadrez faz as crianças pensarem mais longe, afirma.

Já no Colégio Prevê Objetivo, os alunos de 1.ª a 4.ª série têm o xadrez como disciplina obrigatória, enquanto os estudantes de 5.ª a 8.ª série podem optar pelas aulas, de acordo com Carmen Silvia de Oliveira Trevisani, diretora de 1.ª a 4.ª série. Neste ano, nós implantamos o xadrez no horário de aula para alunos de 1.ª a 4.ª série. Para isso, nós tiramos uma aula de Ciências, esclarece.

Ela afirma que os primeiros resultados da medida já estão sendo observados entre os alunos. Eles estão mais atentos e apresentaram melhoras nas aulas de Matemática, salienta. O professor Éric Augusto Piassi conta que utiliza metáforas na didática de ensinar o jogo às crianças. Eu ensino a eles como uma grande batalha, em que eles são os comandantes.

O aluno da 3.ª série do Colégio Preve Objetivo, Guilherme Moreno Ribeiro, de 9 anos, está começando a aprender o jogo e falou ao JC sobre as facilidades que a prática proporcionou a ele nos cálculos de Matemática. É legal. Nós nos desenvolvemos na Matemática porque temos que contar quadradinhos e valores das peças, conta.

Outros jovens enxadristas falaram sobre as mudanças em seus comportamentos, provocadas pela prática do esporte. É o caso de Carolina Ester da Silva, de 8 anos, que também estuda na 3.ª série no Colégio Preve Objetivo. Nós temos que ficar em silêncio para pensar e jogar, então mudamos de comportamento, opina.

No Colégio Ateneu Interativo, os alunos do ensino fundamental podem optar pelas aulas de xadrez, que são ministradas após as aulas convencionais, desde o ano passado, de acordo com a diretora Dirce Traversa Toqueti. Nós adotamos o ensino do xadrez porque ele auxilia o aluno em todas as matérias que dependem de memorização, concentração e assimilação, observa.

Os interessados em ingressar no mundo do xadrez podem procurar a Escolinha de Xadrez, que fica na rua Paraná, 4-20, no bairro Cruzeiro do Sul, cujas aulas são ministradas pelo professor Éric Piassi. O telefone para outras informações é 232-7876.