08 de julho de 2026
Geral

O melhor Skank em Bauru

Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Grupo apresenta sábado, na Cervejaria dos Monges, o show baseado no surpreendente álbum Maquinarama

Maquinarama: passado e futuro. Eletrônica, elétrica e acústica. Guitarras, loops, riffs, solos bem medidos, vozes em coros de drops. Feito em casa, de olho no mundo. Hulla-hulla e rocknroll. Boogie-woogie no baile. O disco mais recente do Skank é a base do show que a banda apresenta neste sábado (5), na Cervejaria dos Monges. Mas hit é o que não falta quando se fala da banda mineira, grandes freqüentadora das FMs.

Maquinarama, último disco do Skank, aproxima pólos e cenas. Gravado em Belo Horizonte, no estúdio da própria banda, mescla a melhor tecnologia com conforto de ensaio. Cada timbre experimentado com calma, na hora certa, sem o taxímetro ligado e precisão de voltar para o hotel.

Produzido por Tom Capone e Chico Neves, é o que melhor registra em estúdio o Skank vivo do palco. E sem economizar bateria, guitarra e teclado. Com menos metais e percussão a cargo de especialistas: Paulinho Santos e Décio Ramos, da oficina instrumental Uakti, e Ramiro Musotto.

Maquinarama: panorama do Skank maduro, sintonizado com sons ouvidos com prazer. Dos anos 60, via Beach Boys, Beatles, Kinks, The Sonics, aos DJs e simpatizantes Freddy Fresh, Mint Royale, Lion Rock, Lords of Acid, Air, The High Llamas. Com escalas pelo Asian Dub Foundation e filhotes do Mano Negra. Bandas do submundo. Ou sobre o mundo.

Em sua melhor forma, moldado por quilômetros de estrada e palco, o Skank consegue aprender com Chico Neves e Tom Capone a arte da subversão, manhas e maldades do estúdio. O amplificador certo aqui, uma posição de microfone ali, um loop plantado onde o normal parecia o silêncio e pronto: Maquinarama é direta, cotidiana, existencial. O todo passando pela parte. Road movie de detalhes, flashes pelas lacunas do olhar. Johnny B. Good com legenda.

É, ao mesmo tempo, simples e complexo. Influências transpiradas em canções. Respostas além das pistas de dança. Mas passando por elas.

Mixado em Woodstock, com capa a partir da obra do artista plástico americano Kenny Scharf, Maquinarama brinca com a visão de futuro dos anos 60. A modernidade era o fliperama, o autorama. A diversidade era um panorama entre 1984 e 2001, o Grande Irmão e um computador rebelde. Lançado numa hora em que refrão de iê-iê-iê virou nome de vírus digital, Maquinarama põe as máquinas a serviço da diversão dos humanos.

Serviço

Skank, com o show Maquinarama. Sábado (5), 23 horas, na Cervejaria dos Monges. Patrocínio: Flag e Tilibra. Apoio: Saint Paul Residence, 96 FM e Jornal da Cidade. Abertura da casa: 21 horas, danceteria depois do show. A Cervejaria fica na avenida Getúlio Vargas, 7-50. Informações: 234-7773.