Andropausa ou menopausa masculina é o nome dado à diminuição da produção de testosterona e outros hormônios masculinos.
Os urologistas nomearam a Andropausa de Adam, sigla em inglês para declínio hormonal na meia-idade, isso porque a síndrome tem início por volta dos 50 anos. A andropausa caracteriza-se por alterações físicas e intelectuais, como fadiga, depressão, diminuição da libido, impotência e alterações de cognição e de humor. O problema surgiu recentemente, na primeira metade do século, junto com o envelhecimento da população masculina.
Mas quais as diferenças entre andropausa e menopausa? Enquanto a menopausa é completa; os hormônios femininos caem para níveis extremamente baixos; a andropausa é incompleta; a queda de testosterona por maior que seja nunca se compara com à queda de hormônios femininos. A menopausa acontece abruptamente e é definitiva: o fim da produção de óvulos e da menstruação. Já a andropausa é gradual, progressiva e lenta. Para terminar a lista de diferenças: a menopausa acontece com todas as mulheres, é universal, enquanto a andropausa é particularizada, não atinge todos os homens.
Sintomas
Diminuição do desejo sexual.
Mudança de humor associada com queda de produção intelectual, menor senso de orientação espacial, fadiga e depressão.
ICSI para infertilidade masculina
Ao se analisar os resultados publicados em relação ao uso do injeção de espermatozóides diretamente no óvulo (ICSI) para o tratamento do fator masculino, deve-se levar em conta qual tipo de índice que está sendo mencionado. Desta forma evita-se transmitir aos casais falsas esperanças ou estatísticas exageradas.
O principal índice que deve ser utilizado é o de nascimento por ciclo (em inglês, take home baby), já que este índice é o que reflete mais adequadamente o que o casal realmente deseja, o nascimento de um filho vivo.
Nos casos de infertilidade masculina, desde que se obtenha espermatozóides no sêmen ou mesmo através de punção percutânea dos epidídimos (PESA) ou dos testículos (TESA), as chances de ICSI apresentam uma chance de nascimento ao redor de 35% a 40% por ciclo. Ao se considerar a chance de gravidez, esse índice sobe para quase 50% por tentativa, mas não reflete o resultado da gestação. Em geral, as taxas de fertilização por ciclo ou de transferência por ciclo (embriões transferidos) atingem cifras nessa faixa etária até 80%, mas esses números não devem ser utilizados no aconselhamento dos casais inférteis. Mulheres entre 28 e 35 anos apresentam taxas de nascimento por ciclo ao redor de 25% a 30%, enquanto mulheres acima de 38 anos conseguem a gravidez e o nascimento somente em 15% a 20% das vezes. Acima de 38 anos, os resultados caem vertiginosamente, chegando a menos de 5% acima dos 42 anos, por tentativa. Caso se utilizem como referência os outros índices citados (fertilização por ciclo, transferência por ciclo ou gestação por ciclo), seguramente esses índices são mais favoráveis, mas erroneamente geram falsas esperanças para esses casais.