Quem quer estar no mercado de trabalho tem que se atualizar, estar atento às mudanças atuais e participar da empresa
Tanto as exigências da sociedade quanto as envolvidas no meio de trabalho mudam e evoluem. Para que o trabalhador integre o perfil adotado atualmente pelo empregador, ele tem que estar alerta à essas mudanças e procurar se adequar, de acordo com o progresso factual. Inclusive na tomada de decisões, o trabalhador tem que estar apto e ter condições de decidir que atitude tomar diante de um problema sem ter que consultar um superior. É o que especialistas indicam para o empregado, neste 1.º de maio, Dia do Trabalho.
De acordo com o diretor da Faculdade de Ciências Econômicas da Instituição Toledo de Ensino (ITE) de Bauru, Pedro Grava Zanotelli, são oito as características do novo trabalhador. Todas elas são requisitos valorizados pelas empresas na era da globalização.
A primeira característica, então, seria o domínio da linguagem técnica. Zanotelli explicou que é muito importante o trabalhador dominar sua linguagem e, além disso, o inglês também é essencial. Tudo muda com a nova tecnologia, os novos avanços de maneira geral e, se o trabalhador não evoluir e aprender o que há de novo, fica difícil se manter no mercado de trabalho. Uma outra característica seria a utilização de equipamentos e materiais mais sofisticados. Até há alguns anos, o computador era ainda algo desconhecido entre a maioria das pessoas. Hoje em dia, quem não sabe dominar um micro está totalmente desautorizado e impossibilitado de trabalhar, seja na área que for. Para que o trabalhador continue atualizado, é preciso estar atento às novidades e lançamentos do mercado.
Comunicar-se bem, tanto de forma oral quanto escrita, é fundamental para o bom trabalhador. E essa comunicação deve englobar o idioma nacional e o inglês. Pensar antes de agir. Essa regra deve ser seguida por qualquer pessoa. Muito se diz que quem toma decisões precipitadas, normalmente, se equivoca. Então, antes de fazer qualquer coisa, é essencial refletir sobre ela.
Ter a capacidade de adquirir e processar novas informações é uma característica indiscutível no meio empregatício. Uma pessoa que parou no tempo e não se esforça, tampouco tem vontade de crescer, certamente, está fora do mercado de trabalho. Trabalhar em grupo é, também, algo, que apesar da sociedade individualista em que vivemos e da capacidade em se trabalhar apenas com um computador, é comum, atualmente. Mesmo diante de um computador, a pessoa está ligada ou na Internet ou com a rede da empresa para quem presta serviços. Portanto, trabalha em grupo.
Observar, interpretar e tomar decisões são qualidades imprescindíveis na hora de se oferecer para um cargo de trabalho. Essas características podem ser observadas numa simples entrevista e o trabalhador pode ganhar pontos se parecer observador e interessado. O último item citado por Zanotelli é a versatilidade funcional. Aliás, sobre essa característica há uma opinião unânime das pessoas entrevistadas pelo JC. Todos acreditam que para estar, atualmente, no mercado de trabalho, o trabalhador tem que se mostrar funcional em qualquer área, quanto mais se sabe, mais é valorizada. Uma telefonista de uma empresa, por exemplo, deve estar atenta a tudo o que se passa na direção, na área administrativa, enfim, em tudo, e, quando necessário, emitir opinião. Claro que para se portar dessa maneira, se exige um absoluto bom senso e preparação.
De acordo com o empresário Ricardo Coube e com o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Bauru (SinComércio), Walace Garrox Sampaio, os trabalhadores devem acompanhar as rápidas mudança que estão ocorrendo no mercado. Eles precisam estar atentos a tudo o que se passa nos locais onde trabalham para poderem atuar de forma mais participativa. Quem não está envolvido com a empresa na qual trabalha está fora. Não tem que vestir a camisa, mas sim suá-la, disse Coube.
Sampaio disse que o trabalhador da área do comércio tem que conhecer bem o produto com o qual trabalha e oferecer todas as informações possíveis para o consumidor que, atualmente, lança a mão, cada vez mais, dos seus direitos.
O subdelegado adjunto do Ministério do Trabalho, Sílvio Carlos de Lima Pereira, concorda com Sampaio e Coube. O trabalhador deve estar sempre procurando se aperfeiçoar e acompanhar as exigências do mercado. É importante a boa convivência do empregador com o empregado, mas não de forma paternal como era há pouco tempo. Isso vem mudando e já não está da mesma maneira de antes, explicou.