09 de julho de 2026
Geral

Vacinação contra aftosa é iniciada

Paulo Toledo
| Tempo de leitura: 2 min

A campanha inclui animais com até dois anos. A estimativa é de que 200 mil cabeças sejam imunizadas até 31 de maio

A campanha de vacinação contra a febre aftosa, em animais de até dois anos, foi iniciada em 1 de maio, no Estado de São Paulo. Nas 15 cidades pertencentes ao Escritório de Defesa Sanitária (EDS), da Secretaria da Agricultura e Abastecimento do Estado, devem ser imunizados cerca de 200 mil animais, segundo Marco Antonio Issa, veterinário do EDS.

A primeira campanha do ano foi em fevereiro e englobou os animais de até um ano, quando se atingiu a vacinação de 94% do rebanho, em 89% das propriedades. Na etapa atual, os criadores terão que aplicar a vacina, também, nesses animais, num reforço. Na campanha geral, em novembro de 2000, foram imunizados 94% dos 480 mil animais do rebanho existente na região do EDS, em 97% das propriedades. O veterinário diz que acabam ficando para trás as chácaras, que possuem um número reduzido de animais, que nas estatísticas são contabilizadas como um produtor, mas em termos de gado o percentual é muito baixo.

De acordo com Issa, em novembro deste ano, todos os animais deverão receber nova vacina contra a febre aftosa. Assim, até completar dois anos, o animal pode receber até três vacinas por ano. Depois, só é imunizado na campanha geral, em novembro.

Os produtores devem vacinar o gado e comparecer à Casa da Agricultura mais próxima com uma relação de animais por era (idade) e divisão entre macho e fêmea, acompanhada da nota fiscal das vacinas. O prazo se encerra em 31 de maio. Quem não vacinar poderá ser autuado pelo EDS.

Para Issa, a maior preocupação do Escritório é em relação ao gado que pode ser transportado de outras regiões ou países para área de Bauru. Segundo ele, o que mais aflige são os animais de concentração, ou seja, aqueles que são colocados juntos para serem ofertados em leilão. O veterinário lembra que as fronteiras brasileiras são muito grandes, mas há uma atenção especial na vigilância, para evitar problemas, apesar de não ocorreram denúncias. Por enquanto não temos problemas, mas, estamos rodeados por casos na Argentina, Uruguai e Paraguai, afirmou.