O balneário realizará uma série de shows no inverno. O turista curtirá suas praias com som na cabeça
Seu nome está ligado a um dos rios que a cortam. E sua origem remonta a um povoado de índios tupi-guaranis, primeiros moradores da região, descoberta em 1532 pelo português Martim Afonso de Souza, que desembarcou na Ilha de São Vicente no dia 22 de janeiro, criando o primeiro núcleo populacional do Brasil.
Mongaguá, cidade litorânea bastante conhecida pelos bauruenses que passam férias tranqüilas nas colônia do Centro do Professorado Paulista (CPP), está cada vez mais agradável.
Distante apenas 87 quilômetros da Capital paulista, Mongaguá, que até 1948 pertencia a São Vicente e dez anos depois emancipou-se de Itanhaém, vem recebendo melhoramentos em infra-estrutura para receber um número ainda maior de turistas, inclusive nas férias e finais de semana da nova estação.
A prefeitura promete investimentos no Inverno Praia, para que a cidade fique mais movimentada em termos de shows musicais. E também boas peças teatrais no Centro Cultural Raul Cortez.
São Paulo, Grande, Vera Cruz, Agenor de Campos e Flórida Mirim são as praias da cidade, que se estendem por 13 quilômetros de mar contínuo, com os nomes coincidindo com os bairros que atravessam. Com exceção da primeira, freqüentemente poluída, as outras são propícias para banho e prática de esportes náuticos, inclusive surfe e body-boarding. São iluminadas e pavimentadas e possuem quiosques em toda a extensão tanto para a compra de lanches, como pescados, que podem ser preparados em casa.
Aliás, em Mongaguá o gostoso é de instalar numa casa térrea, ampla, praticamente de frente para o mar para descansar corpo e mente. A cidade possui muitas casas de veraneio que podem ser facilmente locadas.
Para os amantes da pesca a dica é a plataforma de pesca marítima, que fica na avenida do Mar, 10.181, que funciona 24 horas e cobra R$ 3,00 por um período de 12 horas. Considerada a segunda maior plataforma do mundo e a maior da América Latina, tem estrutura de concreto armado que adentra 400 metros ao mar, formando um T com 200 metros de braço.
Localizada no bairro Agenor de Campos, a plataforma atrai além dos pescadores, surfistas que fizeram do local seu ponto de encontro predileto e o mar ideal por ter ondas altas e séries perfeitas, facilitando suas manobras radicais.
No mesmo bairro fica o Camping Municipal e o Parque Ecológico A Tribuna onde são realizados vários programas de educação ambiental e o visitante pode apreciar a beleza de aves das mais variadas espécies, além de lagos artificiais e aquário. Dentro do parque fica o Pavilhão da Natureza, local destinado a exposição de coleções de pedras, cristais, amostras de areias e minérios de todo o Brasil. Fica aberto de terça-feira a domingo, das 9 às 17 horas e o preço do ingresso é de R$ 2,00.
Água doce e cachoeiras
Os pescadores que se amarram em pesqueiros encontram em Mongaguá seu paraíso. Em Agenor de Campos ficam os pesque-pagues Recanto São Judas Tadeu (Rua São Lourenço, 330, 3446-1965) e Sítio Portal (Estrada Cachoeira 1800) e no bairro Água Branca os pesqueiros do Edgar (Estrada Barigui,135,3446-1121), Toa a Toa (Estrada Barigui,175) e Vale da Serra (Esteada da Água Branca, s/n).
Enquanto o maridão pesca, a família pode procurar outro passeio também ligado à natureza: o Poço das Antas, um parque ecológico com piscinas naturais, trilhas e corredeiras. Fica a apenas 600 metros do Centro, com acesso pela Rodovia Padre Manuel da Nóbrega, funciona diariamente, das 8 às 19 horas, e dispõe de quiosques e churrasqueiras para ninguém ter que se preocupar de sair em busca de comida. Os quiosques são especializados na comercialização de petiscos e frutos do mar e praticam preços bem acessíveis.
Artesanato no point
Quando a noite chega, as famílias se reúnem no calçadão Ayrton Senna, no centro, junto ao Sambódromo, local onde são realizados os grandes eventos da cidade, incluindo os shows previstos para o Inverno, o Carnaval, considerado um dos melhores do litoral sul e as festas de junho. Ainda no centro funciona a Feira de Artesanato onde podem ser encontrados objetos feitos por artesãos e artistas plásticos da região e quiosques com som ambiente, tornando o lugar ainda mais agradável para se tomar um chope bem gelado, devidamente acompanhado por comida caiçara.