08 de julho de 2026
Geral

O retrato do sistema

(*) Carlos Roberto Sette
| Tempo de leitura: 2 min

Se tirarmos uma fotografia 3X4 do Sistema de Varejo brasileiro, incluindo desde as redes globais até as barracas informais, vamos ter números verdadeiramente impressionantes: o faturamento do varejo é estimado em R$ 120 bilhões/ano e gera empregos na ordem de 8% da População Economicamente Ativa que é da ordem de 80 milhões de trabalhadores.

Do volume global da receita do setor aproximadamente 50% são gerados pelo Setor Supermercadista, com 25 mil lojas em atividades. Desse total, as 8 maiores redes compõem 58% do setor, próximo do que acontece na Europa e mais concentrado do que nos Estados Unidos.

No perfil do varejo, espremido de um lado pelas grandes redes e de outro pelo micro/pequeno empresário, alguns setores têm se mantido atualizados em termos de gestão e tecnologia. Temas como automação, e-commerce, just-in-time, pesquisa junto aos clientes para medir o grau de satisfação e as expectativas futuras são constantes na pauta da administração das empresas.

A maioria, porém, ainda mantém o canal tradicional da venda direta com a presença do consumidor.

As grandes redes em todos os segmentos buscam aproveitar o potencial dos centros urbanos ou de regiões com enorme densidade populacional. A sobrevivência dos pequenos fica ameaçada em função da alta competição que os maiores fazem. Eles têm dificuldades de repassar os custos aos preços, mesmo porque o mercado não permite mais tal prática, diminuindo assim as margens de lucro e a capacidade de capitalização do negócio.

A saída tem que ser em cima dos serviços prestados. Oferecer boa intermediação na negociação. Oferecer atributos que interessam ao consumidor. Isso é fidelizar os clientes.

Como no varejo, o maior percentual de decisão de compra está no ponto de vendas, as empresas devem estabelecer programas de merchandising, que são bem mais baratos do que qualquer outro tipo de ação mercadológica.

A mudança, a velocidade da mudança exige que as empresas varejistas se adaptem às novas exigências. Um tempo que tem de oferecer respostas rápidas ao mercado, através de produtos e serviços que agreguem valor aos consumidores.

Investimentos em tecnologia nova, aperfeiçoamento de funcionários para evitar desperdícios e comprometer com o sucesso do cliente. O retrato do Setor revela um grande desafio: o varejo está sofrendo mudanças de grande rapidez, o que exige uma adaptação das empresas para poderem sobreviver.

(*) O autor, Carlos Roberto Sette, é consultor de empresas, professor universitário, mestrando em Informação e Conhecimento na Unesp-Marília.