Entre os anos de 1959 e 1960 foi instalada no Brasil a montadora francesa Simca, numa época em que a indústria automobilística nacional ainda engatinhava
Entre os anos de 1959 e 1960, no Brasil, surgia a Simca, uma companhia automobilística francesa independente, que foi uma das primeiras a interessar-se pelo desenvolvimento de uma atividade automobilística num país como o Brasil, com mercado promissor, mas sem nenhuma tradição industrial no setor, na época. Para ter-se uma idéia, a indústria de auto-peças do período supria o mínimo de componentes para as marcas que eram montadas no país e que atendiam o mercado de reposição de segunda linha.
A Simca surgiu no País como empresa de representação e assistência técnica dos produtos Fiat e buscou a montadora italiana para uma sociedade no Brasil. A empresa participaria com metade das cotas e com a produção do Chambord, que seria desativada na França.
A joint venture não ocorreu. A Fiat receou a instabilidade política provocada pelo suicídio de Getúlio Vargas e desistiu. Henri Théodore Pigozzi, fundador da empresa, manteve o interesse. O Governo Federal realizou articulações de modo que o restante do capital necessário veio da Companhia Siderúrgica Nacional e outros acionistas menores. Em 5 de maio de 1958, a Simca do Brasil adaptava sua razão social para Sociedade Industrial de Motores, Caminhões e Automóveis e foi fundada formalmente.
A Simca adquiriu as instalações da Brasmotor, onde eram montados os Chrysler e suas marcas Dodge e Plymouth. Curiosamente a Chrysler voltaria ao prédio quando adquiriu a Simca. A fábrica ficava em frente à Volkswagen, em São Bernardo do Campo (SP). Em dez anos de atividades, a Simca produziu cerca de 68.292 produtos automobilísticos.
Entre os modelos que a montadora lançou estão o Chambord, Presidence, Jangada, Alvorada, Rallye, Esplanada e Regente.
Enquanto que os Chambord eram os populares, com produção de cerca de 43 mil unidades, o top de linha da marca era o modelo Presidence, produzido por encomenda pela montadora. A Simca produziu cerca de 845 unidades do seu top de linha, que na década de 60 era o sonho de consumo da população brasileira, como são hoje as Ferraris.