Entre os jogadores que defenderam o E.C. Noroeste, em toda a sua história que começou em 1º de setembro de 1910, vários deles alçançaram destaque. Muitos ainda permanecem na lembrança dos torcedores noroestinos mais antigos. Nos diversos campeonatos disputados pelo alvirrubro - municipais, regionais e do Interior - o nosso atual representante no futebol profissional contou em suas fileiras com excepcionais atletas.
Entre eles, jamais poderíamos nos esquecer de Domingos Bainha Lopes, um dos heróis da equipe de 1953 que alcançou o título de campeão da II Divisão, ingressando, assim, pela primeira vez no futebol de elite de São Paulo.
Mais conhecido por Mingão, foi ele um dos baluartes da inesquecível conquista que no próximo dia 23 de maio vai completar 48 anos. Sem ser um jogador técnico, porém esbanjando entusiasmo e amor à camisa, Mingão comandava o time noroestino com uma dedicação jamais vista. No certame da II Divisão de 1953, que terminou em 1954, ele disputou todos os jogos da Série Verde e do Torneiro dos Campeões.
Com o tradicional gorrinho que escondia a sua calvície, não se preocupava com a gozação por parte da torcida contrária e, dentro do campo, respondia aos apupos com exibições primorosas. Na chamada linha média da época, ao lado de Nelson Faria e Amaro, formava um trio respeitável que muito contribuiu para que o Noroeste chegasse vitorioso à meta final.
Hoje, Mingão é uma lembrança para todos nós. Falecido em fins de abril deste ano, trouxe ele imorredouras recordações de suas atuações em defesa do E.C. Noroeste. Quando veio para o alvirrubro, jogava antes em Pinhal, foi também trabalhar na E.F. Noroeste do Brasil que, naqueles tempos, colaborava com o alvirrubro, oferecendo empregos aos jogadores.
Agora, Mingão passou a figurar na galeria dos saudosos e grandes jogadores que o clube de Vila Pacífico teve em suas fileiras. Naquela autêntica máquina de jogar futebol, de 1953, também figuraram Sidney, Oswaldo (Zulú), Vila, Nelson Faria, Amaro, Colombo, Zeola, Brotero, Ranulfo e Luiz Marini. Foi ele, sem dúvida nenhuma, naquele time, um dos jogadores de maior presença. Mingão jamais será esquecido por parte dos que tiveram o privilégio de vê-lo em ação.
No Instituto Histórico Antônio Eufrásio de Toledo, os nossos leitores poderão encontrar toda a história de Mingão e do E.C. Noroeste. Aquele órgão, que está localizado à rua Capitão Gomes Duarte, nº 13-41, atende de 2ª a 6ª feira, das 8:30 às 12:00 e das 13:00 às 16:30 horas. Aos sábados, das 8:30 às 10:30 horas. O telefone é 234-2508.