07 de julho de 2026
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Redação
| Tempo de leitura: 2 min

Mães trabalham e crianças vão mal na escola

As mães que voltam a trabalhar em período integral logo depois do nascimento de seu filho, ou antes dele completar cinco anos, podem prejudicar sua capacidade de aprendizagem ou causar-lhe dificuldades maiores na vida profissional. É o que frisa um estudo da Joseph Rowntree Foundation, com base em uma pesquisa de longo prazo realizada sobre uma amostra de 1.200 pessoas. Os efeitos negativos da ausência da mãe, frisam os pesquisadores, verificam-se particularmente na capacidade de aprendizagem da criança, mas também na resistência ao estresse e ao trabalho.

Segundo a pesquisa, se uma mãe voltou a trabalhar de 12 a 18 meses antes do início da idade escolar de seu filho, este terá menos de 12% de probabilidade de chegar à pontuação máxima nos exames finais; 2% a mais de chance do que a média de estar desempregado; e 5% a mais de sofrer de estresse. No caso das mães que trabalham meio período, os sentimentos de culpa podem cair pela metade. A pesquisa demonstra que a probabilidade de chegar à nota máxima ao final da carreira escolar é penalizada somente em 6%, e as doenças psicológicas também têm uma incidência menor. Pela pesquisa, há um único dado positivo: as filhas de mães que trabalham têm menos chances de engravidar na adolescência.

O trabalho da fundação se baseou em pessoas nascidas nos anos 70, que, desde então, foram monitoradas. Com base nestes dados, os pesquisadores frisam que o governo deveria adotar políticas familiares capazes de fazer frente às exigências das mães que precisam trabalhar, com formas mais avançadas do trabalho de meio período, horário mais flexíveis e licença maternidade.

As reações foram imediatas: o ministro da Seguridade Social, Alistar Darling, disse que a pesquisa se refere a situações de 30 anos atrás, quando a atenção à educação das crianças era bem menor e o nível de qualidade das creches pior. O ministro David Willetts afirmou, por sua vez, que os pais com crianças pequenas deveriam escolher quando voltar ao trabalho. Segundo Sue Tibbals, da Fawcett Society, a pesquisa exagerou sobre os efeitos do trabalho materno e não considerou o fato de que é preciso convocar também os pais, para que assumam maiores responsabilidades na educação de seus filhos. (Ansa)