08 de julho de 2026
Geral

Fibromiálgica quer grupo de auto-ajuda

Fabiana Teófilo
| Tempo de leitura: 3 min

A fibromialgia desencadeia problemas psicológicos porque impede a vida social do doente

A fibromialgia é uma doença que tem um fundo emocional muito grande. Os portadores dessa doença, normalmente, sentem agústia e entram em depressão facilmente. Isso ocorre porque, de certa forma, a doença poda a vida normal dessas pessoas. É difícil para os fibromiálgicos conseguirem manter uma vida social ativa e até mesmo a vida familiar fica conturbada.

A comerciante Maria Aparecida de Moraes, 50 anos, tem fibromialgia, já sofreu e ainda sofre muito com a doença. Ela faz tratamentos, terapia, fisioterapia, acupuntura, enfim, tudo aquilo que ouve dizer que fará bem, ela tenta.

Maria fez uma verdadeira peregrinação médica até chegar ao diagnóstico real e depois que descobriu o que realmente tinha, procurou se informar e tentar conviver com a doença, o que para ela, ainda não é fácil. Casada e mãe de duas meninas e um menino, ela conta que teve muitos problemas dentro de casa. Meus filhos diziam que eu era chata e chegavam a pensar que a dor da qual eu tanto falava não era real. Isso me deixava ainda pior, disse.

Para Maria Aparecida, a dor não é o pior de tudo, o mais difícil é conviver com as pessoas. Meu principal assunto é esse e, ás vezes, me acho incoveniente, disse.

Como um dos sintomas da doença, o sono leve pertuba Maria Aparecida que tem dificuldades para dormir. Se alguém respirar fundo do meu lado, já acordo, afirmou. Ela dorme na mesma cama do marido, mas em sentido oposto para se sentir menos incomodada.

Maria Aparecida quer montar um grupo de auto-ajuda como os que já existem relacionados a obesos, diabéticos, alcoólicos e outros. Ela acredita que esse relacionamento com outros doentes será benéfico para todos. Eu tenho muita vontade em fazer isso e conto com a ajuda do meu médico e da minha psicóloga, afirmou.

Ela explicou que muitas pessoas devem ter essa doença, mas não sabem. Para ela, conversar, ser ouvida é importante. Acho que saber o que é e como lidar com a fibromialgia é muito importante para quem tem a doença e esse grupo que pretendo formar vai nos ajudar, disse.

A psicóloga Maria Lúcia Biem, que se ofereceu para auxiliar o grupo de auto-ajuda dando palestras e informando os participantes, concorda com Maria Aparecida sobre a importância em ser ouvido. Quando alguém consegue ouvir os sentimentos de outra pessoas, com o coração, está dando atenção, está dando valor para aquilo que o outro fala e, essas pessoas precisam ser ouvidas, disse.

Ela explicou que compartilhar a dor, alivia e que é importante saber ouvir com o coração.

Maria Lúcia lembrou que uma terapia com a família é essencial, já que são as pessoas que convivem com os doentes e, portanto, devem saber e compreender o que se passa com ele. A conscientização da doença é fundamental para o tratamento, disse.

Um problema orgânico, de acordo com Maria Lúcia, causa outro problema emocional. É um sofrimento físico e um emocional e um gera ao outro. Quanto melhor a pessoa estiver emocionalmente, mais facilmente ela enfrenta a doença, disse.Quem estiver interessado em participar do grupo de auto-ajuda para os portadores de fibromialgia, tanto profissionais que queiram estar orientando e auxiliando essas pessoas, quanto quem tem a doença, deve entrar em contato com Maria Aparecida através do telefone 227-3614 ou com Maria Lúcia através do telefone 223-3101 ou ainda enviar um e-mail para: maria2003@bol.com.br

Sintomas/porcentagens

dor muscular/100

fadiga/96

insônia/86

dores nas articulações/72

dores de cabeça/60

inquietação nas pernas/56

dormência e formigamento/52

memória enfraquecida/46

câimbras/42

concentração prejudicada/41

nervosismo/32

depressão/20