08 de julho de 2026
Geral

Ipem pode receber ISO 9000 em agosto

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 4 min

O Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), órgão ligado à Secretaria da Justiça e de Defesa da Cidadania do Governo do Estado de São Paulo, poderá receber a certificação de qualidade ISO 9000 em agosto deste ano. Segundo o superintendente do Ipem, Adejayr Cyro Trigo, para o dia 21 deste mês está marcada a primeira auditoria interna com os funcionários do órgão e, se tudo correr bem - conforme ele acredita que sim -, em agosto as 13 regionais do Ipem localizadas no Estado receberão a certificação.

De acordo com Trigo, que esteve em Bauru, ontem, acompanhando os treinamentos, a principal mudança a ser percebida pela população será a qualidade e agilidade dos serviços prestados pelo órgão. Além do que, irão se tornar padronizados em nível estadual. Com a certificação, o atendimento aos nossos clientes, que são os fiscalizados, será bem mais dinâmico e padronizado em todo o Estado. Nos 13 centros regionais que o Ipem possui, os cerca de 300 funcionários trabalharão de forma única. Isso será um grande avanço, porque é muito difícil controlar a qualidade dos serviços que estão sendo realizados se cada um fizer de um jeito. Seguindo os procedimentos estabelecidos, certamente os nossos clientes serão melhor atendidos e, conseqüentemente, os consumidores também. O controle passará a ser total porque tudo ficará registrado, afirma Trigo.

O superintendente do Ipem diz que o órgão já está num estágio bem avançado para chegar ao processo final do programa de qualidade e receber a certificação. Ontem, o principal assunto foi a aplicação dos procedimentos exigidos para as empresas e órgãos públicos que adquirem a ISO 9000. Em 21 deste mês, será realizada a primeira audiência interna nas regionais do Ipem, incluindo Bauru. Provavelmente em junho, será feita a audiência externa e, em agosto, poderá ser um dos poucos órgãos públicos do Brasil a possuir a certificação ISO 9000, segundo o superintendente.

Trigo diz ter se surpreendido com o empenho dos cerca de 19 funcionários da sede do Ipem, em Bauru, no sentido de conquistar a certificação. Estou satisfeitíssimo com a motivação do pessoal e não imaginava tanto empenho. Estou recebendo diversos elogios da empresa de auditoria que eu contratei, dizendo que nem em empresas privadas eles encontraram tanto envolvimento por parte dos funcionários. Basta dizer que, em menos de seis meses, nós fizemos todos os procedimentos a caminho da ISO 9000. Na maioria das empresas, isso leva mais de um ano. Então, estou totalmente confiante de que em agosto estaremos recebendo a certificação, diz Trigo.

O superintendente do Ipem também elogiou os funcionários do órgão de Bauru, dizendo que, mesmo antes de começarem a se preparar para receber a certificação, cerca de 60% do trabalho que vinha sendo desenvolvido já se encaixava nos padrões de qualidade total do atendimento.

Cesta básica

Durante mais uma aferição de produtos da cesta básica, realizada ontem, pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem), foi encontrado um total de 54,5% de irregularidades. Segundo a agente fiscal metrológica do órgão, Márcia da Silva Pereira, entre os 11 itens fiscalizados, seis apresentaram erros na pesagem. A coleta de produtos foi feita em Gália, Botucatu, Barra Bonita, Ubirajara e Bauru.

Entre os itens reprovados ficaram o biscoito Sapeca recheado com chocolate branco, da marca Filler, de 170 gramas, que apresentou um erro individual de menos 10,8 gramas; arroz tipo 2 Mocinha do Sul, de 5 kg, teve erro na média de menos 7 gramas, o que corresponde a menos 0,14%; biscoito de maizena Todeschini, 200 gramas, apresentou erro médio de menos 6,4 gramas, que equivale a menos 3,2%, mais cinco erros individuais, sendo o maior deles de menos 14,9 gramas; peixe salgado manjuba Jipomura, de 500 gramas, foi reprovado no critério individual por ter apresentado sete erros, sendo o maior deles de menos 30,6 gramas; biscoito recheado de chocolate da marca Pica-Pau, de 170 gramas, foi reprovado com dois erros individuais, sendo o maior deles de menos 8,3 gramas; açúcar cristal Itaquerê, de 5 kg, apresentou erro na média de menos 28 gramas, que corresponde a menos 0,56%.

Os produtos aprovados durante a aferição realizada pelos fiscais do Ipem foram o arroz tipo 1, de 5 kg, da marca Blue Bom; extrato de tomate Etti, de 350 gramas; arroz tipo 2 Ki Bóia, de 5 kg; sal refinado Ita, de 1 kg, e o arroz tipo 1, de 5 kg, da marca Anceli.

Os fabricantes dos produtos reprovados na aferição foram notificados para retirar os lotes irregulares de circulação. A multa para empresas primárias é de até R$ 2,5 mil, e para as reincidentes, pode chegar ao dobro desse valor.