08 de julho de 2026
Geral

Lavrador pode ter morrido de frio

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Vítima não portava documentos e estaria acompanhada de um amigo, quando morreu. Polícia tenta localizar familiares

Avaí - A baixa temperatura registrada durante a madrugada de anteontem pode ter sido uma das causas da morte de um lavrador, identificado por Aparecido, em Avaí. Se as suspeitas da Polícia Militar forem confirmadas pelo laudo médico, essa pode ter sido a primeira vítima do frio na região de Bauru. Segundo informações do Instituto de Pesquisas Meteorológicas de Bauru (IPMet), a madrugada de sábado para domingo foi a mais fria do ano em Bauru. A temperatura mínima foi de 8,8 graus.

De acordo com o relato de Antônio Rodrigues, 55 anos, um suposto colega da vítima, feito aos policiais de Avaí, os dois teriam dormido ao lado de uma estrada de terra, localizada a dois quilômetros de distância da rodovia Bauru/Marília, depois de terem ingerido bebidas alcoólicas durante a noite. A vítima era conhecida apenas como Aparecido, segundo Rodrigues. Ambos, teriam usado parte do dinheiro recebido no último sábado, por um trabalho realizado na Fazenda América, para comprar pinga em um bar às margens da rodovia.

Como estavam à pé e distantes de Avaí, Rodrigues disse que passaram a noite na estrada, dormindo. Ao amanhecer o dia, ele contou que Aparecido não estava bem de saúde e acabou morrendo à tarde. Ao chegar à cidade, por volta das 20 horas, Rodrigues procurou a polícia e levou-a até o local, onde estava o corpo de Aparecido. Segundo a polícia, a vítima não carregava consigo nenhum documento. Aparecido é branco, de estatura baixa, magro e aparenta possuir cerca de 40 anos, de acordo com descrição dos policiais. Ele foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Bauru.

Até ontem à noite, ainda não estava pronto o laudo médico sobre a causa da morte de Aparecido. Mas a polícia adiantou que existem suspeitas de que a vítima tinha pneumonia, cujo quadro teria sido agravado com a longa exposição ao ar gelado. Aparecido estava sem agasalho. Deve ser instaurado inquérito para apurar as circunstâncias da morte do lavrador. Mas a polícia já adiantou que se ficar provado, por meio de laudo médico, que Aparecido teve morte natural o caso pode ser arquivado, pois não haveria crime a ser apurado.

Como a vítima ainda não foi identificada, o IML deve entregar aos policiais as impressões digitais de Aparecido, para que elas sejam encaminhadas ao Instituto de Identificação, em São Paulo, na tentativa de saber a procedência da vítima.