A NATUREZA CONTRA-ATACA. Tal afirmativa consta da abertura do oportuno artigo da colunista Bia Barbosa (Revista Veja, 18/4, pág. 93); um assunto ali expresso como Especial. Um fato trazido ao conhecimento dos terráqueos, os quais tal como nós -que segundo creio- até o presente momento, não hajam tido oportunidade de avaliar a deterioração da natureza. Não o fim do mundo em fogo (nos moldes que a pré-história preconiza), quando retrocede à histórica Arca de Noé e ao fim do mundo pelo dilúvio.
A despreocupação humana quanto à existência do chamado buraco de ozônio, que há menos de meio-século vem chamando a atenção dos cientistas; inicialmente preocupados com o fenômeno. A ponto, entretanto, da formação de uma conscientização internacional sobre o surgimento de um buraco na camada de ozônio sobre a Antártida, na década de 80. Ocasião em que foi criado um movimento pela proibição de produtos baseados nos CFCs. Em 1987, foi firmado o Protocolo de Montreal, um documento legitimado por mais de 40 países, visando limitar o uso da substância (...). Em seguida (1989), ocorreu o en-contro da Comunidade Européia, em Bruxelas, onde ficou decidida a redução do consumo de CFC a 85% dos números atuais o mais breve possível e a 100% até a virada do século, ficando o mundo na expectativa de dar cabo à presença do CFC, o que jamais ocorreu.
A camada de ozônio -segundo a ciência- consiste na: Porção da estratosfera situada a cerca de 22 km do nível do solo, na qual o gás ozônio (O3) encontra-se em maior concentração. O ozônio é produzido pela ação da luz ultravioleta proveniente do Sol sobre o oxigênio (O2) do ar. A camada de ozônio protege a Terra dos efeitos destrutivos da radiação solar ultravioleta, mas pode ser decomposta por reações químicas, especialmente as que envolvem clorofluorcarbonetos (CFC), que até recentemente eram usados na indústria como propelente de sprays (aerossóis), como fluido de sistemas de refrigeração e na produção de embalagens de espuma. É sabido que todos os crimes contra a natureza são oriundos e ocorrem na relação diretamente proporcional ao desenvolvimento econômico dos países. Assim, e portanto, os responsáveis pelo aquecimento, segundo os totais de emissões de CO2, desde 1950 (em bilhões de toneladas de emissão de gás carbônico), comprometem: Estados Unidos, com 186,1; União Européia, com 127,8; Rússia, com 68,4 e China, com 57,6. É justamente aos Estados Unidos (país das Américas), que recai maior comprometimento; tanto quanto comprometem na Europa o somatório entre a União Européia e a Rússia, com 196,2 bi./ton. .
Quanto ao Brasil, somos privilegiados como o menor do mundo na emissão de CO2, com um total de 6,6 bi/ton., fato que nos colocou em vantagem contra o México, com 7,8, a Austrália, com 7,6 e África do Sul, com 8,5 bi./ton.. Nossa posição, entretanto (vista por outro prisma), é prioritariamente desfavorável quanto à devastação da natureza, ao longo de todas as vicissitudes históricas com que o País se deparou, desde suas raízes de submissão às origens. Assim foi, das buscas às esmeraldas, ao ouro, ao contrabando de pau-brasil, e até mesmo à ocupação das terras, além da linha do Tratado de Tordesilhas (7 de junho de 1494 entre a Espanha e Portugal), nosso país teria sido vilipendiado e envolvido sob o manto das piores sagas a respeito do mal comportamento dos mandantes de então.
Nossas perdas, cerca de: 15% da Floresta Amazônica; 93% da Mata Atlântica, 50% do cerrado; a infindável quantidade de animais e espécies de peixes extintos, e as latrinas que se transformaram muitos dos nossos importantes rios, remete-nos a um futuro de mau agouro. Tudo depende de livrar-nos da parafernália de vilões com os quais ainda convivemos. Contudo, a veloz corrida em que o mundo vem se digladiando, vai no encalço do único objetivo, o da globalização total. Assim, esquecendo o principal (a vida dos seres humanos na Terra que Deus nos outorgou), contra a indefectível, prioritária e obcecada política da presença de monstruosos oligopólios/globais; somente a riqueza é objetivo. Fico por aqui.