10 de julho de 2026
Geral

Valencise descarta remoção da DDM para a rodoviária

Adilson Camargo
| Tempo de leitura: 2 min

Jaú - O delegado Benedito Antônio Valencise, chefe da Delegacia Seccional de Polícia de Jaú garantiu ontem que nenhuma unidade da Polícia Civil será deslocada para o Terminal Rodoviário, como pretendia o vereador Antenor Zago (PDT). O vereador apresentou, na sessão da Câmara Municipal do dia 16 de abril, indicação ao prefeito João Sanzovo Neto (PDT) para que o município entrasse em entendimento com a Polícia Civil no sentido de oferecer uma das salas do Terminal Rodoviário para a polícia. A intenção do vereador era inibir a ação de consumidores de drogas e de prostitutas no local, principalmente à noite.

Inicialmente, o prefeito e o vereador pensaram na instalação de uma unidade da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (Dise), mas o delegado Valencise descartou de pronto a proposta. Ele entende que o serviço da Dise seria prejudicado, pois não teria tranqüilidade nem instalações adequadas para desenvolver as investigações sob responsabilidade do órgão.

Sabendo da inviabilidade da instalação da Dise no local, foi cogitada então a transferência da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM). Duas seriam as vantagens com a remoção da DDM para o Terminal Rodoviário, segundo a Prefeitura: a transferência do órgão para um local mais próximo do centro, o que em tese facilitaria o acesso da população, e a economia de recursos públicos, já que a Prefeitura paga aluguel para manter a DDM no prédio onde ela está hoje, na Vila Hilst, próxima à Fundação Educacional Dr. Raul Bauab. A área disponibilizada pela Prefeitura à polícia pertence ao município.

No entanto, ontem, Valencise afirmou categoricamente que não haverá transferência de nenhuma unidade da Polícia Civil para o Terminal Rodoviário. Ele argumentou que o local oferecido pela Prefeitura não apresenta as condições ideais para o bom funcionamento de qualquer unidade policial. Tudo irá permanecer do jeito que está, garantiu o delegado. Segundo ele, seria necessário construir várias salas no local para separar as diferentes repartições; entre elas a sala do delegado ou delegada, dependendo da unidade.

Quanto ao problema com o uso e venda de drogas, prostituição e violência nas proximidades do Terminal Rodoviário, Valencise disse que poderá resolver o assunto determinando uma presença mais ostensiva de policiais especializados no local.

Procurado pela reportagem, o vereador Zago declarou que o delegado ainda não o havia comunicado sobre sua decisão de não utilizar o espaço oferecido pela Prefeitura.

Mesmo lamentando a decisão tomada por Valencise, o vereador garantiu que o assunto não está morto. Precisamos revitalizar aquela região, que está muito violenta. Para isso, precisamos da presença permanente da polícia no local.