10 de julho de 2026
Geral

Vânia Maria pede intervenção da Prefeitura no asfalto pago

Ieda Rodrigues
| Tempo de leitura: 3 min

Moradores da quadra 2 da rua José Gimenes Campanha, no Jardim Vânia Maria, estão pedindo a intervenção da Prefeitura junto à Engetrix, empresa que está executando o programa de asfalto comunitário no bairro, para que o valor das parcelas cobradas pela benfeitoria seja reduzido. Vendo o tão esperado asfalto chegar perto - a quadra 3 será pavimentada , os moradores da quadra 2 estão desesperados porque o percentual de adesão ao programa devido ao preço das parcelas mensais, considerado caro, não chegou aos 75% necessário para a realização da obra.

O programa de asfalto comunitário prevê a adesão de pelo menos 75% dos moradores da via em questão, que passam a pagar pela benfeitoria em parcelas mensais, em até 24 vezes. Os restantes 25% seriam arcados pela Prefeitura, mas na quadra 2 da rua José Gimenes Campanha esse índice não foi atingido. A dona de casa Fernanda Ap. da Silva Miranda, que não aderiu ao programa afirmando que não tem condições de pagar o valor cobrado - R$ 67,00 por mês -, disse que está até se sentindo constrangida.

Ela explicou que os moradores que têm condições de pagar o valor cobrado pela empresa chegam até a culpar os não-aderentes pelo fato da rua não estar sendo asfaltada. Nós queremos o asfalto e queremos pagar, mas não temos condições de pagar esse valor que está sendo cobrado, disse.

Fernanda, que tem dois filhos pequenos e mora com a sogra, contou que seu marido está desempregado, ganhando pouco com bicos. A família vive apenas com R$ 400,00 da aposentadoria da sogra, mais a renda dos bicos. Portanto, R$ 67,00 por mês seriam muito no orçamento familiar de Fernanda.

A também dona de casa Maria José Pereira Cardoso, vizinha de Fernanda, lamentou o fato de a quadra onde mora não ser pavimentada. Ela reclamou do valor cobrado, afirmando que as duas propostas feitas pela Engetrix estão fora das condições de sua família. Meu marido ganha R$ 334,00 por mês como guarda da Prefeitura e não temos condições de pagar mais do que R$ 30,00 por mês. Estão cobrando muito mais, disse.

O aposentado Antenor Ortis Barbosa disse que lamenta não ter assinado o contrato do asfalto comunitário, também por causa do valor cobrado - parcelas mensais de R$ 80,00. Ele contou que recebe R$ 280,00 por mês e poderia gastar, com asfalto, entre R$ 20,00 e R$ 25,00 por mês. Os moradores também querem que a Prefeitura envie um assistente social ao bairro, para levantar as condições sócio-econômica dos não-aderentes.

Neide Benedito Félix da Silva, outra moradora da quadra 2, assinou o contrato para o programa de asfalto comunitário, mas disse que terá que fazer muita economia para poder pagar as parcelas mensais de R$ 80,00. Entendendo a reclamação de suas vizinhas quanto ao valor das parcelas, Neide disse que o ideal, no seu caso, seriam prestações de até R$ 60,00.

Tentativa de acordo

O secretário municipal de Obras, Edmilson Queiroz Dias, explicou que não há como a Prefeitura determinar à empresa credenciada para executar o programa de asfalto comunitário a redução no valor das prestações. Mas ele prometeu conversar com os representantes da empresa, para tentar chegar a um valor que seja viável aos moradores da quadra 2 da rua José Gimenes Campanha.

Ao ser procurado pelo JC nos Bairros para falar sobre o asfalto no Jardim Vânia Maria, Dias contou que havia acabado de conversar com o vereador Edmundo Albuquerque sobre o mesmo assunto. O vereador, em nome dos moradores, pediu ao secretário de Obras que intercedesse junto à empresa. A Prefeitura é a maior interessada nesse programa. Cada quadra pavimentada significa menos pontos problemáticos nas chuvas do próximo ano, disse.