A humanidade poderia ser maldosamente materialista para com todos? Não! Poderia ser para milhares e milhões como demonstra! Então, ela se colocaria infensa ao grosseiro materialismo que caracteriza os outros? Sim, para tantos existentes por aí. E por que ela se divide dessa forma, fechando os olhos para uns e abrindo-os para os demais? É que fomos todos feitos dessa forma, exatamente como o mundo exige. E não devemos transferir a culpa disso ao nosso bom Deus, que fez o céu e a terra com iguais propensões para o bem que se deseja. Veja-se, por exemplo, o céu enviando água e sol para o nosso corpo e a terra produzindo os alimentos indispensáveis às nossas necessidades diárias! Na verdade, então, é o homem deste mundo controverso que estabelece as diferenças. E se o fizesse de maneira justa, os semelhantes não estariam se estraçalhando adoidadamente por aí à procura de riquezas, ao invés de o fazerem à busca de compreensão, cordialidade e solidariedade, diga-se melhor à procura do amor que une as pessoas.
Amanhã é o Dia das Mães. É a bela data acontecendo mais uma vez na vida da gente porque, encantadoramente, é a mulher geradora de todos os seres. Quem, além dela, faria exatamente o que ela realiza produzindo corpos para a continuidade da espécie que faz a humanidade prosseguir ininterruptamente na sua intérmina caminhada? Realmente, ninguém, e, por isso, ela faz jus, amplamente, às homenagens que amanhã, ao surgir do novo sol, receberá de seus filhos não-materialistas ou não-materializados. Sabe-se, por exemplo, de muitos que carinhosamente lhe oferecem flores. É, certamente, o mínimo que poderiam fazer. Por exemplo, este jornalista figura entre os que costumam ir às lágrimas de emoção quando ficam sabendo de gestos dessa natureza, praticados, felizmente, até por homens ilustres, como o jovem governador carioca, Antony Garotinho, que, conforme testemunho sincero de sua veneranda mãe, aventura-se até a roubar flores para oferecer a ela nesse sagrado dia, demonstrando, assim, o imenso amor que tem para com a autora de sua existência. Isso é, sem dúvida, notável! Afinal, como imaginar-se um governador de Estado, vestido com terno social e gravata, pulando, corajosamente, muros de jardins residenciais, para furtar rosas e outras flores a fim de trocá-las por um sorriso muito bonito de sua querida genitora, onde ela estiver, aqui na terra ou lááá nos céus? Notável, repetimos! Louve-se, por isso, aos que assim procedem. Parabéns! Costumamos admirar plenamente os nossos semelhantes pela nobreza dos gestos de profunda afeição e carinho que exteriorizem com toda sinceridade. E o JC associa-se inteiramente ao preito, enviando a todas as mães, através desta coluna, as mais perfumadas pétalas do seu coração!
(*) O autor, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado). E, complementando a nossa opinião, um pensador enviaria às mães esta receita de beleza: Para seus lábios, use a verdade. Para sua voz, a oração. Para seus olhos, a simpatia. Para suas mãos, a caridade. Para sua atitude, a retidão. Para seu coração, o amor!