10 de julho de 2026
Geral

CPT ainda encontra resistência na Igreja Católica, diz a coordenadora

André Tomazela
| Tempo de leitura: 2 min

Apesar de estar ligada à Igreja Católica e pertencer a uma das linhas da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a CPT ainda encontra resistência dentro da própria Igreja.

Segundo Maria Aparecida Luz, coordenadora estadual da CPT e participante da reunião entre as entidades pró-reforma agrária, nem todos dentro da Igreja conhecem e acham importantes os problemas sociais, incluindo a questão da terra, que é a prioridade da pastoral.

Nós, na medida do possível, temos levado a discussão para dentro das missas, das grandes concentrações e encontros da Diocese. Mas todo movimento social, principalmente quando trata das questões agrárias, encontra um pouco de resistência dentro da Igreja. Não é todo mundo que entende essa questão, comenta.

A CPT tem 25 anos de existência e começou com as organizações do povo no campo, tendo como bandeira a luta contra o êxodo rural. O objetivo da CPT, atualmente, é estar junto com o MST para tratar de assuntos referentes à reforma agrária.

Se não há empregos na cidade, temos que ir atrás das pessoas desempregadas e convidá-las para voltarem para o campo. A CPT não ocupa terra, mas atua com o MST para organizar a volta do povo para o campo, afirma Maria.

Hoje, no Estado, subordinadas ao escritório regional, em São Paulo, há quatro equipes da CPT: em Bauru, Promissão, Rancharia (que abrange a região do Pontal do Paranapanema) e na Capital.

Além do Fórum Permanente de Apoio à Reforma Agrária, a CPT também participa e coordena o Fórum Nacional de Justiça do Campo e da Campanha Global pela Justiça no Campo.

São vários fóruns nos quais a CPT está sempre inserida levando a discussão para todos os setores, não só dentro da Igreja Católica. A gente quer que o povo discuta a questão da reforma agrária no País, afirma Maria Aparecida.