10 de julho de 2026
Geral

Menores dizem que foram espancados por policiais civis

Rita de C. Cornélio
| Tempo de leitura: 3 min

Dois adolescentes, W.S., de 17 anos, e R.R.C ., também de 17 anos estão acusando policiais civis de Piratininga de terem espancado-os para confessar um crime que eles não cometeram. Eles foram pegos, por policiais militares, na madrugada de sábado, na avenida Castelo Branco, com um toca CD e alguns CDs que tinham sido furtados de um Monza. Eles alegam que acharam o material.

Os dois adolescentes contaram que participaram de um rodeio na cidade de Piratininga, na noite de sexta-feira. Durante a madrugada, quando pretendiam retornar para Bauru, pela avenida Castelo Branco, encontraram o aparelho de CD e os CDs em um matagal, na beira da estrada.Nós íamos pegar uma carona e achamos o produto.

W.S. teria emprestado a blusa para que R.R.C carregasse o aparelho e os CDs. Nós estávamos andando quando uma viatura da Polícia Militar nos encontrou.

Os menores teriam sido colocados na viatura e levados para a delegacia de Piratininga. Lá, quatro homens, sendo que um deles, os adolescentes acham que é o delegado, os teriam espancado para confessarem o furto. Eu avisei que eles poderiam me matar que eu não ia confessar um crime que não cometi, explica o menor R.R.C.

Segundo ele, os policiais, de coletes pretos, o algemaram e a seu amigo em um postinho nos fundos da delegacia e ali espancaram-nos. Eles bateram no meu rosto, nas minhas pernas e deram socos por todo o nosso corpo.

A mesma versão é confirmada por W.S. Eles não deixaram a gente falar. Bateram muito em nós. No final, disseram que se a gente contasse para alguém que eles tinham batido, nós seríamos mortos.

Os pais dos meninos garantem que os filhos não têm passagem pela polícia. O meu filho trabalha comigo desde os 12 anos, de pintor de paredes. O outro pai alega que o filho não teria motivos para praticar um furto e se ficar provado que ele fez isso, ele será castigado. Que se faça justiça. Eu não aceito é o espancamento.

Os pais alegam que os filhos chegaram em casa numa viatura da Polícia Civil e que assinaram um documento se comprometendo a apresentá-los para o juíz na segunda-feira. Eu achei estranho que não tinha B.O. sobre isso. Acho que a polícia não tem o direito de bater.

O menor, W.S., segundo o pai dele, passou pelo Pronto Socorro Municipal. Ele passou por uma avaliação médica. Tomou duas injeções e fez raio x do tórax. O outro menor, não chegou a passar pelo PSM.

Delegado não acompanhou

O delegado Francisco Bromati Filho, titular da delegacia de Piratininga, disse, ontem, que não estava presente no plantão, no momento da ocorrência. Ele alega que tomou conhecimento do fato pela Imprensa. Na cidade só tem eu de delegado. Fico em casa e sou chamado quando algum fato grave acontece.

Na madrugada de sábado, segundo Bromati, estavam na delegacia dois investigadores e um escrivão. Vamos investigar. Vamos ouvir os adolescentes e os acusados. Se houve algum excesso por parte dos policiais, será apurado e eles responderão sindicância.