08 de julho de 2026
Geral

Artigos que não saem da cabeça delas

Gustavo Cândido
| Tempo de leitura: 1 min

Especialistas na confecção artesanal mostram como usar os diferentes modelos de chapéus

Véus e grinaldas transformam qualquer mulher em noiva, mas estão longe de ser acessórios obrigatórios. Há quem prefira compor o traje com chapéus, que, ao contrário do que se pensa, não têm seu uso restrito a hipódromos e igrejas. Em modelos e materiais variados, eles fazem a cabeça das mulheres nos casamentos. A cidade conta com chapeleiras famosas, como Maria Bastos e Ruth Guimarães, que se especializaram no ofício compondo modelos em feltros, palhas especiais, filós importados, organzas, gazares e crinols. Há 40 anos no ramo, Maria Bastos tem um acervo de milhares de chapéus para variados estilos e ocasiões. A filha, Ana, e o marido, Amir, assinam a confecção dos acabamentos e os tons das palhas. O chapéu realça a roupa e é um complemento indispensável a ocasiões especiais. No entanto, é preciso saber usá-los: quanto mais tarde for a festa, menor ele deve ser. Ruth Guimarães e a filha, Lourdinha, também contam com a tradição familiar na fabricação de chapéus. Artigos em crinol e palhas da Itália compõem o acervo de mais de 1.200 produtos artesanais. Criado como abrigo contra o sol, o chapéu teve seu uso transformado na medida em que a noite se aproximava. A saída foi diminuir os modelos, que, em compensação, ganham detalhes e brilho. Após as 18h, os ideais são casquetes e modelos com abas discretas, diz Lourdinha.