TIMÃO X CORINTHIANS
A classificação do Corinthians para a decisão do Campeonato Paulsita, num jogo emocionante, foi merecida. O clássico de ontem no Morumbi teve inúmeros lances perigosos e dois pênaltis perdidos para cada lado. Muita expectativa antecedeu o jogo. Os dois técnicos esconderam até o último minuto as escalações dos times. Geninho acabou escalando Deivid no ataque e Wanderley Luxemburgo colocou Kléber na lateral-esquerda, empurrando André Luís para o meio. Apesar do frio no Morumbi, a partida começou muito quente, com bons ataques dos dois lados. Além do equilíbrio, a emoção era outra característica do clássico. Em poucos minutos, dois pênaltis iriam acontecer e os dois seriam desperdiçados, primeiro por Dodô e depois por Marcelinho. Depois dos pênaltis perdidos, foi a vez dos gols. Russo cruzou e Renato completou. Mas como o jogo era um verdadeiro toma-cá-dá-lá, um minuto depois, o Timão empatou. André Luís tocou para Marcelinho, que dominou e chutou no canto. O segundo tempo começou menos veloz, comparado ao primeiro tempo. Porém, o equilíbrio e a emoção, somados ao nervosismo, continuaram presentes. O Corinthians tinha mais posse de bola, porém a defesa santista estava bem arrumada e não dava espaços. O jogo tornava-se cada vez mais truncado. O empate classificava o Peixe, mas Ricardinho, nos acréscimos, marcou o gol salvador que levou o Timão para as finais contra o incrível Botafogo, que eliminou a Ponte Preta. A propósito, a seriedade do Botafogo e a displicência da Ponte levaram à equipe de Ribeirão à decisão do Paulistão pela primeira vez em sua história. A Macaca jogava melhor e vencia por 3 a 1, mas marcou bobeira e tomou dois gols. Nadou e morreu na praia.
VOLTA POR CIMA
Alguns integrantes da CPI do Futebol, que criticaram o Corinthians por ter contratado Wanderley Luxemburgo, na altura dos acontecimentos devem estar mordidos da vida. No final da tarde de ontem, no Morumbi, Luxa não acreditava no que via. Decorridos 47 minutos do segundo tempo, o Santos estava muito perto de se classificar para a decisão, e eliminar o Alvinegro do Parque São Jorge. Mas eis que Ricardinho deu a vitória ao Corinthians, que estava em penúltimo lugar quando Luxemburgo assumiu o cargo. Agora, Timão pode conquistar seu vigésimo-quarto título estadual. Depois de ser bombardeado por casa da Seleção e de processos, Wanderley Luxemburgo está dando a volta por cima.
ALEGRIA/TRISTEZA
A conquista da inédita vaga do Botafogo na final do Paulistão levou milhares de torcedores às ruas de Ribeirão Preto, onde o clube foi fundado em 1918 - oito anos após a fundação do Noroeste. Alegria em Ribeirão, tristeza em Campinas. Ontem, com o estádio lotado, os pontepretanos viram ruir o sonho de conquistar pela primeira vez em seus 100 anos de existência um título do Campeonato Paulista.
DEU FERRERO
Juan Carlos Ferrero não tomou conhecimento do favoritismo de Gustavo Kuerten e venceu o Torneio de Roma. Foi uma vitória difícil e apertada por 3 sets a 2, em que o brasileiro pareceu sentir o cansaço nos dois últimos sets. O tenista espanhol soube aproveitar os erros de Guga e, com um jogo centrado na devolução dos saques do brasileiro, fechou a partida. Ao contrário dos jogos anteriores, em que Guga vencera facilmente, desta vez o adversário se mostrou valente e resistente.
SEMPRE ATRÁS DO ALEMÃO
O Grande Prêmio da Áustria, conquistado brilhantemente por David Coulthard, será lembrado por algum tempo pelos seus últimos 200 metros, distância que faltava a Rubens Barrichello, para que ele chegasse em segundo lugar. Porém, entrou em cena a questão de estratégia. Rubinho recebeu ordens do alto comando da Ferrari, para que aliviasse o pé do acelerador, permitindo assim que seu companheiro de equipe, Michael Schumacher, lhe ultrapassasse. Rubinho, que liderou a prova por 31 voltas, terminou em terceiro. Sempre atrás do alemão. Não está correto a Ferrari exigir que o piloto número dois abra passagem para o número um, mesmo para favorecer a estrela da escuderia na defesa da liderança e do título. Sempre que houver essa ordem, Barrichello terá de obedecer. SOB PALMAS
Didi foi enterrado ontem, no Cemitério São João Batista, na zona sul do Rio de Janeiro, com as bandeiras de Fluminense e Botafogo em cima do caixão sob uma salva de palmas. A cerimônia foi acompanhada por familiares, amigos e muitos fãs do genial inventor da folha seca. Entre os campeões mundiais presentes ao enterro de Didi estavam Orlando e Vavá, companheiros do mestre na conquista das Copas do Mundo de 58 e 62.
OUTRA VITÓRIA
Depois de vencer a Holanda na sexta-feira por apertados 3 a 2, a seleção brasileira masculina de vôlei derrotou novamente a dona da casa pela da Liga Mundial. Desta vez o placar foi mais folgado: 3 a 1.
OUTRO VEXAME
Não vi o novo vexame do Noroeste, desta vez diante do Marília - a cobertura foi feita pelo grande amigo e brilhante jornalista Rodrigo Figueiredo, no seu último dia de trabalho no JC. Mas faço uma idéia de como foi a atuação do time. Walter Lisboa, da Auri-Verde, resumiu:Foi um festival de besteira. De Norival Sande, da 710:O Marília é ruim, mas teve vontade. O Noroeste é ruim e não teve vontade. Em agosto, novo presidente será empossado, e só esperamos que aconteça uma reformulação geral - no elenco, na comissão técnica, diretoria e até do cortador de grama. Nenhum jogador merece continuar no grupo no segundo semestre, nem mesmo a prata da casa. Os que foram contratados para essa Série A-III não corresponderam, mas a garotada também não é de nada.
BELEZA
Se no gramado o Noroeste decepciona, na quadra, o Tilibra-Copimax vibra. Ontem, Vanderlei e sua turma foram brilhantes na vitória sobre o COC/Ribeirão Preto. Que venha o Vasco nas quartas-de-final.