09 de julho de 2026
Geral

Apuração inocenta médicos de Polaquini

Gilmar Dias
| Tempo de leitura: 2 min

Corregedor geral do Município, Darcy Bernardi, diz que sindicância apurou que morte do estudante era inevitável

Seis dias depois do delegado Carlos Creppe Jr. anunciar a conclusão do inquérito policial que apurou a circunstância da morte do estudante de jornalismo Flávio Henrique Polaquini, a Corregedoria Geral da Prefeitura divulgou, ontem, o resultado da sindicância aberta no Pronto-Socorro Central para investigar os procedimentos médicos adotados no atendimento ao estudante.

A conclusão da sindicância da Prefeitura, disponível desde o último dia 24 e que, inexplicavelmente, só foi divulgada após a manifestação do delegado, vai ao encontro do laudo expedido pelo Instituto Médico Legal (IML): a morte do universitário - vítima de aneurisma cerebral em outubro do ano passado - era inevitável e foi afastada qualquer possibilidade de erro médico no atendimento clínico dispensado a Polaquini.

Segundo o corregedor geral da Administração, advogado Darcy Bernardi, a apuração se iniciou no dia 27 de outubro do ano passado, ou seja há mais de seis meses, e foi concluída no último dia 24. Ele explicou que foi solicitado auxílio técnico à Faculdade de Medicina de Botucatu, a fim de poder anular qualquer vislumbre de proteção corporativista com referência aos médicos da Secretaria de Saúde que compuseram a comissão de sindicância.

Mas infelizmente não conseguimos a efetiva colaboração satisfatória da faculdade. Assim, nós nos socorremos juntos aos profissionais da nossa Secretaria, atendendo a vários quesitos argüidos por essa Corregedoria, relatou. A presidência da comissão de sindicância ficou sob a responsabilidade do médico Waldomiro Calonego Júnior. Antonio Luiz Benetti Júnior e Braz Melero, ambos assessores de Gabinete da Prefeitura, participaram da apuração como membros.

A sindicância tomou o depoimento dos médicos envolvidos no atendimento ao universitário e de outros profissionais. São eles: Ieso Braz Saggioro, Maria Regina Trotta Pinheiro, Marília Montalvão Simões Garcia, Paulo Roque Carlotto, Adriano Fernandes e Carlos Augusto Cameschi.

Todos eles relataram que de uma forma ou de outra a morte do estudante era inevitável, afastado qualquer erro médico. E, pelo que soubemos, o IML concluiu na mesma linha de raciocínio. Bernardi informou, ainda, que a Promotoria da Cidadania, através de seu titular, Fernando Masseli Helene, requisitou cópias da sindicância.

Além da conclusão das duas apurações, resta, ainda, a manifestação do Conselho Regional de Medicina (CRM), que também apura a circunstância da morte do estudante de jornalismo.