09 de julho de 2026
Geral

Leishmaniose visceral volta a fazer vítimas em Araçatuba

Redação
| Tempo de leitura: 1 min

Araçatuba - A leishmaniose visceral fez mais uma vítima em Araçatuba. A menina S.A.S., de quatro meses, está internada em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) pediátria da Santa Casa da cidade. Desde o reaparecimento da doença, em 1999, duas pessoas já morreram e 30 foram contaminadas

A menina respira com a ajuda de aparelhos e recebe antibióticos e remédios específicos para a doença. Por causa do sistema imunológico debilitado, teve várias infecções oportunistas. Outras quatro pessoas contraíram a doença no município desde janeiro e se curaram - dois adultos e duas crianças.

No ano passado, foram 12 casos. Em 1999, houve 15 vítimas humanas, com a morte de uma menina de 2 anos e de uma adolescente de 15. A leishmaniose atinge cães, que contaminam pessoas. Os animais são hospedeiros do protozoário causador da doença - leischmânia -, transmitido pela picada do mosquito conhecido como palha ou birigüi. Só no ano passado foram sacrificados 762 cães no município. Neste ano, já foram confirmados 21 casos em animais.

Nos cães, os sintomas mais comuns são apatia, emagrecimento, queda do pêlo, pneumonia, conjuntivite e diarréia. Em humanos, febre persistente por mais de duas semanas além de diarréia e tosse seca.

A superpopulação de cães favorece a disseminação da doença. Enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) considera normal o índice de até um cão para cada 10 habiantes, Araçatuba tem o dobro. São 35 mil cães, segundo a Secretaria de Saúde e Higiene Pública, para 170 mil habitantes. A população canina também é grande em outras cidades da região, como Birigüi, a apenas 10 km, que tem 20 mil cães e 100 mil moradores.