08 de julho de 2026
Geral

Auto-estima: estar em paz consigo

(*) SM e FT
| Tempo de leitura: 4 min

A escolha entre viver bem, gostar de si mesmo e admitir os próprios defeitos sem conflitos é individual. Cada pessoa tem o poder de decidir entre viver conscientemente ou não

Uma das características mais significativas da auto-estima saudável é que ela é o estado da pessoa que não está em guerra consigo mesma ou com os outros, ressalta a psicóloga Mariana Maniscalco.

Para ela, aprender a amar a si mesmo é fundamental para se viver bem. É um trabalho de dentro para fora e fazemos isso com exercícios diários. Acordar de manhã e agradecer aquele novo dia, imaginar coisas boas acontecendo, observar cada centímetro do seu corpo no espelho e adorar. Não é adorar o bonito ou o defeito, mas aceitá-los como características próprias, salientou.

Maniscalco defende que não adianta uma pessoa se entupir de maquiagem para garantir a imagem idealizada socialmente, nem dizer sim quando quer dizer não. Se ignoramos nossos próprios limites, ninguém vai respeitá-los. A expressão sincera do que sentimos e desejamos nos poupa de ter que ficar eternamente acomodando as situações.

Posicionar-se diante da vida garante relacionamentos mais saudáveis e maior produção no trabalho. Isso não quer dizer que só é feliz quem faz o que gosta. Todos têm que cumprir obrigações, mesmo sem querer. A diferença está em procurar executar tais tarefas sem que isso requeira uma carga de sentimentos ruins.

A auto-estima é a soma de autoconfiança com auto-respeito. Ter auto-estima elevada é sentir-se confiantemente adequado à vida, isto é, competente e merecedor. Ter uma auto-estima baixa é sentir-se inadequado como pessoa. Ter auto-estima média é flutuar entre esses pólos, manifestando inconsistência de comportamento, o que reforça a incerteza. Seja qual for o nível, é uma experiência íntima, disse.

Viver bem

Uma das características mais significativas da auto-estima saudável é a pessoa estar em paz consigo mesma e com os outros. As pessoas devem aprender a encarar a vida de forma confiante e otimista, mostrando o quanto é importante o fato de estarmos em nós mesmos para sermos pessoas bem sucedidas.

A auto-estima é uma experiência íntima, reside no cerne do nosso ser. Resgata: a saúde, o equilíbrio das energias, a auto-estima, o encontro consigo mesmo.

Existem três abordagens para o popular poder da mente:

1. O poder do pensamento, expressado por escrito ou em oratória, influenciando diretamente as pessoas: a maneira mais simples e comum do poder da mente.2. A força mental materializada, efetuando mudanças físicas em objetos, ou telecinesia, e a transmissão do pensamento através do espaço, ou telepatia: estudadas pela parapsicologia.3. A forma sutil como nossos pensamentos influenciam os ambientes: objeto da análise dos ocultistas.

Destacamos esta última, que, embora menos conhecida, deveríamos melhor estudar, por ser mais comum e atuante do que imaginamos.

Tudo é energia, em diferentes vibrações. Nossa mente também produz energia em forma de pensamentos, que influenciam o ar, os objetos e os próprios indivíduos. Quando passamos por problemas ou conflitos, um ótimo auxílio que podemos dar à sua solução é vibrar positivamente, através de pensamentos bons. Estes serão propagados pelo espaço até as pessoas envolvidas, que logo serão contaminadas com a harmonia dessas novas vibrações, equalizando suas eventuais cargas negativas e resolvendo, ou ao menos amenizando, seus problemas.

Direito

O fato de estarmos vivos é a fonte básica do nosso direito de lutar pela felicidade. Todos somos capazes de desenvolver a auto-estima e desenvolvê-la é ter a convicção de que somos merecedores da felicidade. Assim, tornamo-nos capazes de enfrentar a vida com confiança, boa vontade e otimismo, afirmou Maniscalco.

Segundo ela, é essa confiança que torna o ser humano bem equipado para lidar com as adversidades e ter sucesso no que faz. Um processo que depende diretamente do uso que se faz da consciência: esse uso não deve ser automático - é preciso viver conscientemente.

E a psicóloga explica: Viver conscientemente é viver de maneira responsável em relação à realidade. Viver autoconfiante de tudo o que afeta os nossos atos, propósitos, valores e metas; e comportar-se de acordo com o que vemos e sabemos.

Viver conscientemente

pensar mesmo quando é difícilclareza, venha ou não facilmenterespeito pela realidade, seja agradável ou dolorosarespeito pela verdadeindependênciaVontade de assumir os riscos adequados, mesmo perante o medohonestidadeviver no presente e ser responsável por elevontade de ver e corrigir enganosrazão

Viver inconscientemente

não pensarobscuridadefuga da realidaderejeição da verdadeindependênciafalta de vontadedesonestidadefugir para a fantasiaperseverança no erroirracionalidade.

(*) Sabrina Magalhães e Fabiana Teófilo