09 de julho de 2026
Geral

Amigos da década de 30 se reencontraram em Bauru

Patrícia Zamboni
| Tempo de leitura: 2 min

Cerca de 60 pessoas com idade entre 60 e 74 anos de idade se reuniram, ontem, para relembrar situações vividas durante a época de infância, entre as décadas de 30 e 40. Cerca de metade dos participantes do encontro morou nas proximidades do cruzamento das ruas 15 de Novembro e Agenor Meira, e todos conseguiram se reencontrar de uma só vez através da iniciativa do historiador e ex-morador da quadra 12 da rua Agenor Meira, Luciano Dias Pires.

Relembrando o passado, Pires conta que, entre as brincadeiras favoritas da meninada, estavam as partidas de futebol num campo que havia em um terreno onde, atualmente, existe uma loja de pneus. Às 21 horas, os pais chamavam toda a criançada que estava na rua, brincando de búrica, de jogar pião ou de jogar bola no campinho, para entrar em casa. Aos domingos, aquela grande turma se juntava para ir às matinês do cinema. Eram todos de famílias modestas, que cresceram sob uma educação rígida e, quando adultos, seguiram carreira nas mais diversas áreas. Alguns mudaram de Bauru e outros, poucos, já morreram. Mas, os que continuam aqui mantêm, até hoje, a amizade de 65 anos. É maravilhoso esse reencontro de hoje (ontem). As esposas dos amigos que moravam nessas redondezas também estão aqui, compartilhando e conhecendo um pouco mais dessa história, conta Pires, emocionado.

Após o encontro, que foi marcado exatamente na esquina das ruas 15 de Novembro e Agenor Meira, eles seguiram para o Instituto Histórico, administrado por Luciano Dias Pires, e, depois, para um almoço nostálgico.

Hairton Levi Hernandes, 62 anos, que morava na quadra 10 da rua 15 de Novembro, estava emocionado. Morando em São José do Rio Preto, atualmente, ele veio a Bauru somente para participar do encontro com os companheiros de infância. Foi uma idéia maravilhosa do Luciano reunir esse pessoal. Muitos não se viam há muitos e muitos anos, e hoje, estão emocionados com as lembranças daquela época. Eu sou um deles, diz.

Nilton Ceschini, 70 anos, conta que, quando nasceu, seus pais moravam na quadra 12 da Agenor Meira. Passou toda a infância e adolescência residindo no local e, atualmente, aposentando pelo Banco do Brasil, aproveita esses momentos para não perder o contato com os amigos de infância. Esse encontro está sendo maravilhoso. Muitos outros deveriam ser promovidos para que nós estivéssemos sempre juntos, observa.