11 de julho de 2026
Geral

Para Sincopetro, maioria adere a boicote ao cartão de crédito

Ricardo Polettini
| Tempo de leitura: 2 min

Para o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo em Bauru (Sincopetro), Sebastião Homero Gomes, o boicote às vendas a cartão de crédito ganhou adesão da maioria dos postos de gasolina da cidade. O boicote, proposto pelo sindicato, teve início ontem, no entanto, alguns postos ficaram de fora e continuaram normalmente com as vendas de combustível com o uso do cartão.

Os estabelecimentos que deixaram de efetuar esse tipo de venda ostentavam faixas explicativas sobre as altas taxas cobradas pelas administradoras de cartão de crédito. A categoria reclama da taxa de 3% cobrada em cima de cada transação e do prazo de 30 dias para receberem o pagamento das administradoras. É uma taxa injusta e um prazo impraticável pelos postos de gasolina, já que as distribuidoras nos cobram altos encargos para vendas com prazo acima de dois dias. Não temos como repassar isso para o consumidor, como fazem as lojas, que embutem as taxas no preço final, explica Homero.

O sindicato propõe uma taxa de 0,75% e prazo de 72 horas para recebimento da fatura. As administradoras ofereceram 2,5%.

Nos Estados Unidos, por exemplo, as administradoras de cartão cobram taxa de 0,7% e efetuam o pagamento em 48 horas. No Chile, a taxa é de 1%, com prazo de recebimento de até 7 dias.

Tolerância

Segundo Homero, era esperado que alguns postos ainda tolerassem a venda a crédito no dia de ontem. O Posto Modelo, na quadra 13 da avenida Rodrigues Alves e o Flag, na Nações Unidas, eram dois que estavam vendendo combustível normalmente com pagamento pelo cartão de crédito. Funcionários destes estabelecimentos disseram que os postos não entrariam no boicote.

Em todo o Estado, o Sincopetro espera a adesão de pelo menos 60% dos estabelecimentos. Segundo uma pesquisa feita pelo sindicato, 82% dos postos de São Paulo aceitam cartão de crédito. Para 20% deles, os cartões representam 45% do que é faturado.

Alternativa

A alternativa aos cartões mais oferecida para os consumidores, segundo Homero, é o cheque pré-datado, para 30 e 60 dias. Estamos do lado do consumidor. Sabemos que é um retrocesso não usar as vendas eletrônicas, mas com essas condições, fica impraticável, justifica o sindicalista.