Situação complexa
A divergência entre os pareceres da Procuradoria Jurídica da Prefeitura e a decisão do prefeito Nilson Costa (PPS) quanto às prorrogações dos contratos com a ECCB são reflexos de uma situação muito mais ampla e complexa, que remete ao início do processo que trouxe, no apagar das luzes do governo de Tidei de Lima, mais duas empresas ao sistema de transporte coletivo urbano de Bauru.
Preocupação
A cidade assiste, preocupada, há anos, a um emaranhado de ações de toda sorte envolvendo o transporte urbano, mais precisamente a ECCB, empresa que tem mais de 50 anos de serviços prestados a Bauru. Não é por acaso que a Tribuna do Leitor do JC e outros foros importantes de debates abrigam, com freqüência, manifestações de bauruenses atentos às implicações sociais de uma virtual quebra da ECCB.
Eco das ruas
Sentindo de perto a ressonância dessa inquietação pública, o prefeito Nilson Costa, há algum tempo, mesmo durante seu mandato-tampão, mantém uma postura de cautela com o assunto, para não se tornar, como ele mesmo já disse, o algoz da ECCB, aquele que poria a pá de cal em uma empresa que tem bom conceito entre a população. A empresa tem sobrevivido no sistema à base de analgésicos, de paliativos. Mas até quando?
Decisão política
Neste momento, a batata quente está nas mãos do prefeito, que resolveu tomar uma decisão política ao não acolher o parecer do Jurídico, atributo que o poder lhe confere, mesmo com os riscos que isso implica para o futuro de sua Administração. Pode ter chegado a hora de uma ampla discussão e o conseqüente desnudamento de todo o sistema de transporte urbano.
Entre a cruz e a espada
O prefeito vive um dos momentos mais difíceis de sua vida pública. Está diante de um problema que não foi criado por ele, que interessa muito de perto à opinião pública, e que requer uma decisão definitiva, que seja, ao mesmo tempo, legal e que atenda às expectativas da comunidade. E Nilson, mais uma vez, parece não contar, em horas difíceis como essa, com aliados de posturas firmes, sejam a favor ou contrárias às suas, mas que levem a uma reflexão apurada e estratégica.
Quem será?
O presidente da executiva municipal do PFL, Dudu Ranieri, garante que o partido terá mais um vereador filiado, além de Paulo Eduardo Martins Neto, eleito à Câmara Municipal pela legenda. No próximo sábado, às 10h30, Dudu inaugura a sede do PFL, na avenida Duque de Caxias, 10-83. Pedro Valentim vai comandar o escritório.
Meia-volta
O vereador a que se refere Dudu pode ser Luiz Carlos Valle, hoje no PDT, mas que se encontra a meio caminho do PSDB. Nos bastidores políticos, no entanto, especula-se que Valle poderá dar meia-volta. As conversações entre o pedetista e o time tucano do deputado Pedro Tobias estariam azedando.
Difícil explicação
A pergunta é: como Valle vai se filiar ao PFL, um dos partidos que dão sustentação à Administração Municipal na Câmara, se seu comportamento é de forte oposição ao prefeito Nilson Costa (PPS)? O vereador pedetista é o campeão de críticas endereçadas a Nilson e seu governo.