Sempre se usou a eletricidade, como se fora um bem infindável... que jamais se acabaria. Como algo inacabável... A energia elétrica sempre foi usada, como algo que jamais seria necessário economizar... Sempre foi um festival de linhas de transmissão e distribuição de energia para todos os lados e qualquer sitiozinho que entrasse com um requerimento, por mais insignificante que pudesse ser, e parecer, teria a sua linha de 13.000 volts, sem nenhuma restrição, nem se falando em economia. Era um verdadeiro festival de linhas de transmissão e distribuição, para todos os lados...
O que a CPFL queria, bem como as suas congêneres, é que houvesse consumidores, muitos consumidores. Milhões a gastar, sem imaginar que num futuro muito próximo e quando menos se esperasse, haveria o saturamento, o excesso, a falta de eletricidade...
Sempre trabalhei com eletricidade, até me aposentar. Verdade que no meu caso, eu fazia instalações de miniusinas hidrelétricas, cuja principal finalidade era a de fornecer energia para sítios e fazendas e geralmente ajudavam na economia colaborando e suprindo a necessidade de novas linhas serem feitas, quase sempre onde seria inviável a interligação às redes de transmissão oficiais por estarem distantes.
Inicialmente, o meu trabalho limitava-se ao nosso Estado e, posteriormente, é que fui sendo chamado a outros, como Mato Grosso, Tocantins, Rondônia, Pará, Acre, Amazonas e outros, estendendo o meu labor por todo o País, com exceção do Rio Grande do Sul e o Estado do Amapá.
Hoje, fala-se em economizar e todo o Brasil está empenhado nisso. Mas, antes, ninguém pensou na possibilidade de que um dia viria faltar a preciosa energia elétrica e que teríamos fatalmente que chegar onde chegamos, por imprevidência não só nossa, como de nossos governantes perdulários.
Se houvessem restringido tantas linhas de transmissão e distribuição, dentro das reais possibilidades, hoje não estaríamos dificultosamente, necessitando economizar a necessária energia que tanta falta já nos faz... (Elmir Monteiro - RG: 538.229)