07 de julho de 2026
Geral

Vivendo e... aprendendo!

(*) N. Serra
| Tempo de leitura: 2 min

É exatamente isso o que diz um bem-explorado ditado popular, que se ouve constantemente em meio a bate-papos de amigos em casa, no trabalho e nas esquinas e que é praticado por toda gente quando tem necessidade de aprender aquilo que ainda não sabe. E, convenhamos, quanta coisa acontece, no decurso do inexorável tempo, sem que se consiga aprender a ver quando ocorre esta ou aquela eventualidade! Por exemplo, muitas, bastante, diga-se coerentemente por amor à verdade! Descambando para a realidade, sabemos alguma coisa, pouco que seja, sobre essa tragédia que se intitula de criminalidade? Quase nada porque se trata de prática cuja motivação não chega totalmente - e cientificamente - ao conhecimento de toda a sociedade. Admiramo-nos, então, com a oportunidade da matéria intitulada Brasileiros procuram mais a Justiça depois da Constituição de 88, que tivemos o ensejo de ler e absorver com todo interesse, naturalmente, na edição número 22 da moderna revista Bauru News - bela pelo valioso conteúdo e pela simpatia das cores - na qual o ilustre magistrado, Dr. Jaime Ferreira Menino, disserta amplamente sobre o importante tema, o qual alcança distância tão longa que acaba se tornando numa temática. O veterano juiz, diretor do Forum, vai à profundidade do assunto, lamentando que o incremento vertiginoso das contravenções penais tenha se desenvolvido exagerada e abusivamente nos últimos cinco anos não só no Estado de São Paulo como nos demais, destacadamente Rio de Janeiro. Pergunta-se: por que tudo isso? Quais os fatores influentes? O desemprego é um dos principais, explica o Dr. Jaime, frisando: Acho que o Brasil não estava preparado para o avanço tecnológico. Muitos postos de trabalho foram fechados e os que surgiram exigem qualificação profissional. Foi além o juiz? Sim e com bastante ênfase, realçando: Se os jovens fossem qualificados e tivessem onde trabalhar a criminalidade sofreria uma queda acentuada. E completou: Não há mercado de trabalho para os jovens desqualificados, que, infelizmente, são a maioria. Lamenta o Dr. Jaime, concluindo que nos bancos dos réus estejam jovens da faixa etária de 18 a 25 anos, idade em que são praticados os crimes mais violentos, os quais, então, são atribuídos à juventude.

E aí estão os motivos pelos quais vive o País como que numa crucial atmosfera de homicídios, agressões e violência juvenil que já atinge tristemente até crianças em seus berços de nascimento. Não esqueçam os poderes públicos e as classes conservadoras de que, se quiserem reduzir a incidência e o volume da criminalidade será preciso que instalem a Nação no pedestal de uma honesta política de qualificação da meninada. É a nossa opinião.

(*) O ator, N. Serra, é o jornalista responsável do JC e delegado regional da Associação Paulista de Imprensa e da Ordem dos Velhos Jornalistas do Estado.